Por Elizangela Jubanski e Djalma Malaquias

As categorias compostas pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (SPF) se reuniram no Centro de Curitiba na manhã desta terça-feira (21) para protestar. São servidores federais de diversas áreas que estão em greve e buscam negociações com o Governo Federal. Em Curitiba, estiveram representantes dos sindicatos dos técnicos da Universidade Federal do Paraná e do Instituto Tecnológico, servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Justiça do Trabalho e também servidores do Hospital de Clínicas.

Os manifestantes usam um carro de som para alertar aos pedestres o motivo do protesto. A concentração aconteceu na Praça Santos Andrade e, em passeata, os servidores seguem pela avenida Marechal Deodoro até a Boca Maldita. A carreata começou por volta das 10 horas.

O objetivo é pressionar o governo por negociações efetivas da pauta unificada. A expectativa é que participem da manifestação cerca de 200 pessoas. Membro do  Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho no Paraná (Sinjutra), Carla Rovel, afirmou que todas as categorias estão mobilizadas. “O principal pedido é a recomposição salarial. No nosso caso, o judiciário federal está desde 2006. Muitos servidores perderam o poder aquisitivo, a gente luta pela qualidade do serviço público para jamais sucatear esse serviço”, defende.

A representante do Sindiprevs (Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho Previdência Social e Ação Social do Estado do Paraná), Jaqueline Gusmão, cobra uma posição do Governo Federal diante de categorias que já estão há meses em greve, como no caso dos servidores do INSS.

“Isso é um ato conjunto porque em Brasília também vai acontecer. Vamos alertar a população fazendo essa carreata e mostrando nossas denúncias. Mesmo só brigando pela inflação, o Governo não sinaliza acordo, estamos sem reajuste e nem isso somos atendidos”, finaliza.

A expectativa é que aconteça uma audiência pública na tarde de hoje entre os representantes das categorias e o Ministério do Planejamento.

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