Por Luiz Henrique de Oliveira
Desde o assassinato de um homem dentro de um veículo na Rua Pedro Gusso, na tarde desta segunda-feira (4), áudios sobre um toque de recolher, das 22h às 10h, circularam no aplicativo WhatsApp. Durante a noite, a Banda B recebeu dezenas de mensagens de internautas e ouvintes preocupados e ônibus que não estão chegando ao termina. A URBS (Urbanização de Curitiba) confirmou que orienta os trabalhadores para evitarem a região, para não colocar passageiros e funcionários do transporte coletivo em risco.
Crime aconteceu durante a tarde de ontem (Foto: Flávia Barros – Banda B)ABanda B confirmou com a empresa de ônibus Redentor que algumas linhas que fazem o itinerário na Rua Pedro Gusso, próximo ao local onde o traficante Diandro Melanski foi executado, não estão circulando pela região nesta manhã de terça-feira. A informação foi confirmada pelo gerenciamento de tráfego da URBS (Urbanização de Curitiba).
O desvio faz com que os ônibus de linhas como Portão/CIC, Jardim Campo Alegre e Vila Nossa Senhora da Luz não cheguem até o Terminal da Cidade Industrial de Curitiba (CIC). A informação chegou à reportagem primeiramente pela denúncia de ouvintes. Em seguida, veio a confirmação em uma ligação feita à central de tráfego da empresa. O responsável pelo tráfego afirmou que os ônibus estariam desviando por não conseguirem acessar o terminal.
Com o bloqueio ao terminal pela Nossa Senhora da Luz, várias pessoas terão o dia de trabalho prejudicado. “É realmente a linha Campo Alegre não está circulando, por algum motivo os ônibus estão impedidos de circular, minha mãe perdeu dia serviço por causa de uma coisa que jamais acreditaria que aconteceria em Curitiba: toque de recolher. Espero que a imprensa peça explicações das autoridades, já que desde ontem estamos alertando sobre isso”, afirmou um ouvinte da Banda B, por meio do aplicativo WhatsApp.
Aulas
Ontem, alunos de algumas escolas públicas da região foram liberados mais cedo. Hoje, as instituições estão abertas normalmente, mas vários pais preferiram não levar as crianças às aulas.
Morte de Diandro
O homem morto durante a tarde, identificado como Diandro Melanski, era considerado um dos maiores traficantes do Paraná. Após o crime, os áudios viralizaram e, neles, os criminosos exigiam o fechamento do comércio e pedim que as pessoas não estivessem nas ruas. Eles afirmavam ainda que ‘a guerra começaria’.
Segundo moradores, aulas em cursos técnicos foram canceladas e os alunos liberados mais cedo. Apesar das ameaças, a Polícia Militar (PM) não confirmou ter recebido informações sobre o toque de recolher. Além disso, nenhum corpo foi recolhido ao Instituto Médico Legal durante a noite e madrugada, bem como não houve acionamento da PM para ocorrências relevantes na região.
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