Pelo nono ano consecutivo, a chanceler alemã Angela Merkel foi considerada a mulher mais poderosa do mundo, segundo a lista da revista Forbes. Única mulher a comandar uma nação do G20 em um cenário em que apenas 5% dos chefes de governo e 24% dos parlamentares do mundo são do sexo feminino, Merkel já apareceu 14 vezes no ranking.

Foto: Wilson Dias/Arquivo Agência Brasil

A Forbes ressalta que Merkel foi a primeira mulher a ocupar o cargo de chanceler em seu país, em 2005, e que permanece sendo, na prática, a líder da Europa.

A chanceler anunciou sua aposentadoria do governo da maior economia europeia para as eleições de 2021. “A grande questão que o público se pergunta agora é quem e o que virá após seu mandato chegar ao fim”, diz o texto.

Segundo a revista, o número de mulheres em cargos de destaque na política está aumentando. Cerca de um quarto das listadas pela Forbes neste ano desempenham papel de destaque em decisões geopolíticas e legislativas em países com um PIB (produto interno bruto) somado de US$ 56 trilhões -quase dois terços do PIB total do mundo.

Duas delas lideram as instituições mais poderosas da União Europeia “em um momento crucial do bloco”, destaca a revista. São Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (2º lugar), e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia (4º lugar).

Entre as duas, aparece em terceiro lugar Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados americana (Partido Democrata) que está à frente do processo de impeachment contra o presidente Donald Trump.

O quinto lugar ficou com Mary Barra, presidente da General Motors.

A jovem ativista Greta Thunberg, eleita na quarta (11) a Pessoa do Ano pela revista Time, entrou na lista da Forbes, no 100º lugar (o último do ranking).

Outras mulheres que aparecem na lista são a apresentadora americana Oprah Winfrey (20º lugar), a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern (38º), a rainha Elizabeth (40º), Ivanka Trump, filha do presidente dos EUA (42º), e a cantora Rihanna (61º).