(Foto: BBC Brasil)Enquanto mexe em seu véu e com palavras um pouco mais altas que um sussurro, Amar Al-Sadi me diz que Malta a salvou de uma vida de bombas, destroços e doenças fatais.
Sua família escapou do Iêmen, abalado pela guerra, em uma evacuação aérea das Nações Unidas há dois anos.
“Eu acho que ninguém no mundo gostaria de viver daquele jeito”, disse ela. “Estávamos dormindo outro dia e ouvimos uma bomba muito grande perto. Foi realmente assustador”.
“Eu ainda tenho amigos no Iêmen. Eles me dizem que as pessoas estão morrendo de cólera. Alguns tentam escapar, mas eles não conseguem porque ninguém aceitará seus passaportes agora.”
Amar não está em Malta como refugiada nem como migrante econômica. A mulher de 21 anos, seus pais e quatro irmãos são agora cidadãos malteses.
Eles não nasceram em Malta e não tinham parentes malteses. Então como eles têm passaporte maltês?
Eles compraram os passaportes, assim como outras milhares de pessoas o fizeram, desde que o país começou a vender cidadanias, em 2014.
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