A guerra entre Hamas e Israel entra em seu sexto dia desde que os conflitos foram intensificados no último sábado (7), após ataques terroristas do grupo que controla a faixa de Gaza contra a população israelense.

sandra israel
Foto: Acervo Pessoal

A enfermeira paranaense que vive em Israel há quase seis anos, Sandra Wahrhaftig, relatou que o ataque não era esperado, foi recebido com surpresa e dúvida pela manhã e intensificado durante a noite.

“Sábado pela manhã, quando começaram as sirenes às seis horas da manhã, eu não sabia de nada. A gente não esperava esse ataque. Não era uma coisa que Israel estivesse esperando.”

conta Sandra Wahrhaftig

Ela complementou dizendo que a população sabe que quando as sirenes tocam é um sinal de risco, mas reafirmou que não sabia do que se tratava, devido ao fato de ser uma surpresa para israelenses.

Em seguida, Sandra contou que durante a noite a tensão aumentou, deixando a população bastante assustada. Segundo ela, os ataques aconteciam de 15 em 15 minutos, começando às 19h e diminuindo às 22h. 

“A noite começou de 15 em 15 minutos, e foi assim das 19h às 22h. Muito assustador! Aí a gente escutava e sabia, quando toca a sirene é porque vem míssil em seguida.”

relata a enfermeira
Palestinos inspecionam os danos causados por um ataque aéreo israelense na área da praia na Cidade de Gaza - (Foto: Hashem Zimmo/Thenews2/Folhapress)
Palestinos inspecionam os danos causados por um ataque aéreo israelense na área da praia na Cidade de Gaza – (Foto: Hashem Zimmo/Thenews2/Folhapress)

Ela concluiu que nesse momento os jornais israelenses noticiavam a situação em rede nacional.

Durante a conversa, as sirenes soaram e mais um ataque aconteceu. Interrompendo a comunicação por um instante.

“Desculpe não te responder, estamos sob ataque no momento. Em seguida te respondo.”

exclama a curitibana

Quando a situação acalmou, a enfermeira relatou que a embaixada brasileira está recebendo os pedidos de quem quer voltar para o Brasil, mas completa que ela, neste momento, não pretende retornar para sua terra natal. 

“Eu não saio de perto dos meus netos e do meu filho de jeito maneira, não nesse momento. Claro que uma hora eu vou visitar o Brasil, eu tenho saudades dos amigos, eu tenho família no Brasil, então é claro que eu pretendo, mas como visita.”

diz a enfermeira Sandra

Ela ainda contou que ouviu relatos de que a comunicação entre os órgãos internacionais estava muito difícil para quem pretendia retornar ao Brasil. 

Sandra finalizou com a informação de que, no momento, a situação em Or Yehuda – cidade onde vive, localizada à 10km de Tel Aviv, centro financeiro de Israel – está mais calma, contudo reforçou que mais ao sul, onde fica a faixa de Gaza, os conflitos seguem intensos entre Israel e o Hamas.

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