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Já passa de 24 horas a rebelião na Casa de Custódia de Maringá (CCM). Representantes do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen-PR), do 4º Batalhão da Polícia Militar e da direção do presídio tentam negociar o fim do motim, que começou por volta das 14h30 de segunda-feira (29). Cinco agentes penitenciários continuam como reféns dos rebelados.
Suspensas no final da noite de ontem, as negociações foram retomadas no início desta manhã e, segundo o tenente Cláudio Rocha, oficial de Comunicação do 4º BPM, têm avançado, mas esbarram em questões jurídicas. Esta manhã os rebelados incluíram na lista de reivindicações a transferência de presos para outras unidades prisionais, porém tal medida precisa ser autorizada pelo poder judiciário, que está em recesso.
Os presos reclamam ainda da alimentação e do tratamento – que seria truculento – dos agentes com os familiares nos horários de visitas. Além disso, pedem melhorias nos serviços de assistência médica, jurídica e social, além da ampliação do programa de artesanato, atualmente restrito a duas alas.
Ainda segundo o tenente Cláudio Rocha, durante toda a manhã, o clima era de tranquilidade no interior do presídio e não houve registro de mais feridos. Ontem, dois dos sete agentes que eram mantidos reféns foram agredidos. Com ferimentos sem gravidade, eles foram libertados ontem à noite e encaminhados para o hospital.
Do lado de fora do presídio, dezenas de parentes e amigos aguardam por notícias com cartazes nas mãos. Também é grande a movimentação de profissionais de imprensa no local.
Equipes da Polícia Militar permanecem de prontidão em frente à unidade. Três viaturas da Tropa de Choque e três da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) estão posicionadas nas proximidades. O comando do 4º BPM solicitou o apoio de policiais militares de Campo Mourão, Cianorte e Paranavaí. A Tropa de Choque de Londrina também foi enviada na noite de ontem.
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