Da Redação
(Foto: Divulgação – SMC)Reunida na manhã desta segunda-feira (24), em São Paulo (SP), os sindicatos da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), decidiram aderir à greve geral da próxima sexta-feira (28), com o objetivo de protestar contra as reformas Trabalhista e da Previdência, propostas pelo governo de Michel Temer (PMDB).
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, os trabalhadores não aceitarão trocar os seus direitos pela manutenção da contribuição sindical. “É inadmissível a postura do governo em querer fazer chantagem com as entidades em troca de apoio para suas reformas. Se o governo pensa que usando dessa tática vigarista de ameaçar acabar com a contribuição sindical vai calar o movimento sindical, está muito enganado. A posição dos metalúrgicos é bem definida: vamos lutar contra todo tipo de política que tente acabar ou diminuir os direitos trabalhistas, previdenciários e sociais da nação brasileira. Esse tem sido ao longo de toda a história do sindicalismo brasileiro o nosso único objetivo. E, se para manter esse objetivo for preciso pagar um alto preço, o movimento sindical vai pagar. O governo que pegue a contribuição sindical e faça bom proveito. Não vamos aceitar chantagem”, disse Sérgio Butka, presidente do sindicato, em carta divulgada pela entidade.
Os professores da rede particular do Paraná também vão se juntar à paralisação e os servidores municipais da capital decidem em assembleia na noite de hoje se cruzam ou não os braços. O protesto, marcado para o dia 28, deve reunir milhares de trabalhadores, com a concentração marcada para as 9 horas na Praça Nossa Senhora da Salete, no Centro Cívico.
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