Por Felipe Ribeiro

Foto: Divulgação Câmara Municipal

Mesmo com o impasse no dissídio salarial de motoristas e cobradores de ônibus, o presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), José Antonio Andreguetto, descartou um novo reajuste na tarifa do transporte coletivo até fevereiro de 2018. Em entrevista ao radialista Geovane Barreiro, Andreguetto pediu bom senso à categoria e disse que, com 27,72% de aumento real, os motoristas e cobradores de Curitiba já têm o segundo melhor salário do Brasil.

As declarações aconteceram durante o Jornal da Banda B 2ª Edição. Segundo Andreguetto, a Urbs não irá admitir novo aumento da passagem até fevereiro do ano que vem e que a categoria precisa de bom senso para entender o momento econômico do Brasil. “Esse reajuste já pesou muito no bolso do usuário e não podemos atribuir um novo custo. Peço bom senso, porque também não podemos ir contra a maré. Motoristas e cobradores estão recebendo reajuste inflacionário inteiro, diferentemente da maioria dos trabalhadores do Brasil. De 2011 a 2016, tiveram ganho real de 27,72% além da inflação, então não é possível dar no momento. Eles já são uma categoria que possui o segundo maior salário do país, perdendo apenas para Brasília”, disse.

Andreguetto também voltou a falar das constantes críticas do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus (Sindimoc) sobre a falta de participação da Urbs nas negociações e disse que essa função é exclusiva das empresas. “A negociação é entre empregado e empregador e a Urbs não é nenhum dos dois, então não é um desprestígio. As empresas são contratadas para prestar serviço, mas estamos fazendo todos os esforços para que tudo retorne ao normal. A única coisa que não estamos à disposição é para aumentar o repasse para as empresas”, comentou.

O presidente da Urbs ainda confirmou que a capital chegou muito próximo da frota de 50% do horário de pico pela manhã e que a frota de 40% foi cumprida, como determinado pela Justiça, nos demais horários.

Greve

A greve de motoristas e cobradores começou nesta quarta-feira (15). A categoria quer reajuste de 15% e elevação do vale-alimentação de R$ 500 para R$ 977. Já o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba (Setransp) oferece apenas a reposição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) tanto no vale-alimentação quanto no salário, o que representaria 5,43% de reajuste. O Setransp informou que, por enquanto, não há perspectiva de nova oferta.

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