Por Marina Sequinel e Luiz Henrique de Oliveira
Victor no Hospital do Trabalhador com a equipe de enfermeiros que o atendeu; (Foto: Arquivo pessoal)O pequeno Victor Voi, de dez anos, luta para se adaptar à nova realidade desde que teve a perna amputada no começo do mês passado. Morador de Paranaguá, no litoral, ele sofreu uma reação a uma injeção de Benzetacil (penicilina benzatina) que tomou na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.
Segundo Renata Voi, mãe da criança, Victor sonhava em se consagrar no mundo do futebol. “Depois do que aconteceu, ele até recebeu mensagens de vários jogadores e se animou um pouco. Eu sempre digo para ele que, quando colocar a prótese, tudo ficará normal e que as coisas darão certo. Não sei se ele realmente acredita nisso, mas espero que sim”, disse ela em entrevista à Banda B nesta quarta-feira (19).
Agora, o menino está passando por acompanhamento psicológico e por sessões de fisioterapia. “O Victor está bem melhor, os pontos não infeccionaram nem nada. Nós recebemos a ajuda de muitas pessoas para o tratamento dele”, completou a mãe.
O caso
O drama de Victor começou no dia 11 de março, quando a mãe o levou até a UPA porque ele se queixava de calos e de muita dor nos pés. No posto de saúde, os médicos teriam diagnosticado abscesso, uma bolsa de pus que se acumula em tecidos, no dorso do membro.
O pus foi retirado e a equipe receitou um antibiótico para que o menino tomasse, mas a mãe não encontrou o remédio nas farmácias que procurou. “No dia seguinte, como o meu filho ainda estava sofrendo, nós voltamos até a UPA, onde ele recebeu uma injeção de Benzetacil. Na hora da aplicação, ele deu um grito e reclamou de dor. Na volta, ele começou a dizer que não conseguia mexer mais a perna e eu até achei que era exagero. Mas o membro estava muito gelado e branco”, relatou Renata.
O próximo passo da família foi encaminhar Victor até o hospital do município. De lá, eles já recomendaram a transferência para Curitiba. No Hospital do Trabalhador, os médicos fizeram uma cirurgia e tentaram salvar a perna da criança, mas sem sucesso.
Desde então, o caso gerou comoção nas redes sociais e a família recebeu apoio e ajuda para realizar o tratamento do menino.
Prefeitura
Na época, a Prefeitura de Paranaguá informou que abriu um procedimento administrativo para apurar o caso, mas, até agora, não há informações sobre o que exatamente teria causado a infecção e a consequente amputação da perna do menino.
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