Da Redação
(Foto: Imagem ilustrativa/Divulgação AEN)O Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba iniciou, nesta sexta-feira (29), o transporte e sepultamento de 21 corpos não identificados ou não reclamados por familiares. Com o procedimento, segundo levantamento feito pela instituição nesta semana, ainda restam 119 cadáveres armazenados no local.
Segundo nota enviada à imprensa, os enterros dos 21 mortos continuam a serem feitos ao longo dos próximos dias. “O serviço de sepultamento é de responsabilidade da prefeitura de Curitiba. A direção do IML esclarece ainda que cabe à instituição a necropsia, confecção de laudos e atestados e a posterior liberação dos corpos aos familiares. Quando o corpo não é identificado ou não é reclamado pelos familiares, o IML ingressa com um pedido na Justiça para a realização do enterro. Autorizado pelo Poder Judiciário, o IML realiza exames complementares, como de DNA para futura identificação, e notifica a prefeitura para providenciar o sepultamento”.
Ainda de acordo com nota, a estimativa é que o percentual de corpos que são enterrados como não identificados ou não reclamados é de 3% a 5% do total de corpos que dão entrada no IML.
“Nesses casos, é aguardado um prazo de 30 dias, após o qual é encaminhada solicitação para a Vara de Registros Públicos, de alvará judicial para inumação. Existe, por parte da Vara de Registros Públicos, necessidade de prazo para montar os processos, fazer a inspeção de cadáveres e autorizar as inumações, para que na sequência o Serviço Funerário Municipal forneça os espaços para o sepultamento”, finalizou.
Condições precárias
As condições do IML vieram à tona depois que ouvintes entraram em contato com a Banda B nesta quarta-feira (27). Eles denunciaram o caso do corpo de um andarilho que ficou três dias em uma Unidade de Saúde esperando pelo sepultamento.
No mesmo dia, o diretor do Instituto Médico Legal (IML) do Paraná, o médico Carlos Alberto Peixoto Baptista, reconheceu que as condições do local são precárias. “Os cadáveres que se encontram hoje no local estão em prateleiras e em estrados no chão. Infelizmente, não temos como colocar um a um em cada suporte em um espaço que tem capacidade para 70 a 80 pessoas. Ninguém está feliz com essa situação”, declarou, em entrevista ao radialista Geovane Barreiro no Jornal da Banda B 2ª Edição.
Ontem (28), a família de um homem desaparecido procurou a reportagem para relatar que espera há mais de dois meses por um exame de DNA no IML. O freteiro José Severino da Silva, de 60 anos, desapareceu em dezembro do ano passado em Almirante Tamandaré, na região metropolitana da capital. No último dia 16 de maio, uma ossada foi encontrada na Estrada do Tietê e os parentes acreditam que ela pertence ao homem.
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