Por Marina Sequinel

(Fotos: Mara Niels/Colaboração Banda B)

Vários quadradinhos de crochê amarrados juntos se transformaram em símbolo de amor para um grupo de mulheres de Curitiba. Cada uma delas costura um pedacinho e, posteriormente, eles são unidos por uma borda preta e viram mantas. Das mãos das voluntárias, os cobertores devem ser levados para as casas lares da capital e região metropolitana.

quadradinhos-do-amor2(Fotos: Mara Niels/Colaboração Banda B)

A primeira entrega está marcada para a tarde desta terça-feira (25) em uma residência de idosos localizada em Almirante Tamandaré. “A brincadeira começou há dois anos, quando eu e uma amiga, a Jô Silva, tivemos a ideia de unir o artesanato a uma boa ação. Na ocasião, a ideia não andou, mas há quatro meses decidimos investir nesse projeto novamente e deu certo”, contou a artesã Mara Niels, de 43 anos, em entrevista à Banda B nesta segunda (24). Ela é uma das organizadoras do grupo “Quadradinhos do Amor”.

A primeira manta foi feita em tamanho grande, em king size, e sorteada por meio de uma rifa. Com o dinheiro, a equipe comprou lã para iniciar os trabalhos. “As mulheres foram gostando da ideia e aderindo ao grupo. Hoje, nós contamos com 30 integrantes, entre donas de casa, nutricionistas, advogadas… Elas fazem os quadradinhos em casa, no trabalho, enquanto esperam uma consulta médica e, alguns dias depois, nós juntamos todos”, explicou Mara.

Para a casa lar que receberá as mantas amanhã, as mulheres já fizeram 29 cobertores. Segundo a organizadora, esse é o resultado de um trabalho em conjunto, moldado pela solidariedade. “Tem gente que gostou, comprou lã, agulha e já fez uma manta inteira. Para outras pessoas mais humildes, que não têm condições de adquirir os materiais, que são caros, nós entregamos um kit para ajudá-los. Doações também são bem-vindas”, completou. Quem puder ajudar pode entrar em contato com o grupo pelo telefone (41) 9199-0641.

Próximo passo

De acordo com Mara, o próximo passo é criar a Associação Beneficente Quadradinhos do Amor (Abamor), para legalizar o grupo e conseguir materiais mais em conta. “Nós queremos expandir ainda mais as nossas ações. É tudo de bom ajudar os idosos, principalmente porque muitos deles são jogados em asilos e abandonados pelas famílias. Acredito que essa é uma forma de levar amor para eles, até porque não existe um idoso que não goste de crochê”, concluiu.

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