Por Felipe Ribeiro

Foto: Reprodução Instagram vereador Goura

Em nova edição da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu), um bar do Centro de Curitiba foi fechado na noite desta quarta-feira (3). No local, era realizado o lançamento de livros de escritores curitibanos e a ação revoltou os frequentadores. De acordo com a Prefeitura, o estabelecimento está sem alvará de funcionamento desde maio 2016 e também se encontra sem o certificado do Corpo de Bombeiros. Por sua vez, o bar garante que solicitou a renovação há mais de um ano, antes do vencimento que estava em vigência.

De acordo com a poetisa e jornalista Marilia Kubota, ela prestigiava alguns amigos quando percebeu a ação. “Quando cheguei, a polícia chegou junto. Eles entraram em um batalhão e eu fiquei meio sem entender o motivo. Foi muito estranho e constrangedor e não sabíamos o que estava acontecendo até começarem a proibir a bebida alcoólica e música”, relatou. Para Marilia, a ação foi totalmente desnecessária naquele momento. “A gente vai lá prestigiar um evento pacífico, sem nada de ameaçador. Não há motivo para fechar o bar dessa maneira”, disse.

O vereador Goura (PDT) foi mais um que criticou a ação. No Instagram, ele postou uma foto e pediu para que as ações passem a ocorrer de dia. “Interrupção das atividades do Ornitorrinco e dos lançamentos literários da noite pela Ação Integrada de Fiscalização. A fiscalização poderia ser feita de dia, sem constranger os frequentadores, ganhando um caráter mais instrutivo e menos repressivo”, postou.

No Facebook, o bar Ornitorrinco lamentou os transtornos causados, em especial aos clientes, artistas e a galera que estava trabalhando na hora do espetáculo. “Nossa expectativa é que seja uma situação bem provisória e que possamos revertê-la hoje no decorrer do dia”, diz a postagem.

Outro lado

Em nota, a Prefeitura de Curitiba informou que a Aifu tem o intuito de fiscalizar estabelecimentos comerciais, para seja cumprida a legislação vigente. Confira a nota completa:

Sua atuação acontece de forma aleatória, de acordo com o planejamento da Secretaria Municipal de Urbanismo e Assuntos Metropolitanos. Na fiscalização realizada na quarta-feira (3), diversos estabelecimentos foram vistoriados, sendo que um deles foi fechado por estar sem alvará de funcionamento desde maio 2016.

O mesmo estabelecimento encontra-se também sem o certificado do Corpo de Bombeiros, documento imprescindível para garantir a segurança dos frequentadores do local. A não apresentação desse documento torna impossível a renovação de um alvará de funcionamento. Por fim, pesa contra o estabelecimento o protocolo feito pelo 156 sobre perturbação de sossego.

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