Redação

A defesa do prefeito de Prudentópolis (no Centro-Sul do Paraná), Gilvan Pizzano Agibert, negou neste sábado (14) que ele foi preso “enquanto recebia R$ 20 mil em propina”.  Nesta sexta-feira (13), o Ministério Público do Paraná (MP-PR) divulgou que  o prefeito e um empresário, “foram detidos no momento em que o empresário entregava a quantia de R$ 20 mil ao prefeito”. Segundo o MP-PR, os dois foram presos, em flagrante, por corrupção passiva e ativa, no final da tarde de quinta-feira (12), em Curitiba, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Porém, a defesa do prefeito, em nota, informou que, “como pode ser inclusive comprovado através do próprio Boletim de Ocorrência lavrado no momento dos fatos, ele (o prefeito) foi abordado por policiais militares no centro de Curitiba, enquanto estava sozinho, aguardando um táxi, e por estar portando valores em espécie, algo que é corriqueiro para ele (visto que não possui conta bancária há mais de 15 anos), chegou-se à falsa ilação de que seria dinheiro proveniente de fonte ilícita”, informaram os advogados Francisco Monteiro Rocha Jr e Rafael Knorr Lippmann.

A nota da defesa diz ainda: “No momento processual adequado, o Prefeito demonstrará a origem lícita de tais valores, provenientes, inclusive, da sua remuneração enquanto chefe do executivo municipal de Prudentópolis e o fato de que não possui conta bancária”, encerra a nota.

Nota PPS

Tomamos conhecimento, através da imprensa, que o GRUPO DE ATUAÇÃO ESPECIAL DE COMBATE AO CRIME ORGANIZADO – GAECO, prendeu em flagrante, ontem, o prefeito de Prudentópolis Gilvan Pizzano Agibert (PPS), no centro de Curitiba.

Segundo o noticiário, o prefeito foi preso quando recebia suposta propina paga por um sócio de uma empreiteira que presta serviços para a prefeitura de Prudentópolis, tendo sido cumprido, ainda, mandados de busca e apreensão em Prudentópolis, além de duas prisões preventivas.

Como presidente do partido, e considerando a gravidade e a origem da denúncia, seria romper com as tradições e cultura de retidão e transparência do PPS do Paraná deixar de tomar as providências que o caso exige, ou seja, determinar seja mantido o afastamento do Sr. Gilvan Pizzano Agibert das funções partidárias, até decisão final do processo que se iniciará com o presente expediente.

Sem prejuízo da determinação acima, necessário que o Conselho de Ética tome as providências no sentido de apurar, na forma que lhe compete, as responsabilidades do citado prefeito no escândalo noticiado, propondo a medida que entender cabível para o caso, nos termos previstos em nossos Estatutos.

Assim, garantido o direito de defesa, demonstraremos à sociedade, o mais rápido possível e com segurança, que nas fileiras do PPS continuam os homens e mulheres que tem compromisso com a correção e com a decência.

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