Por Luiz Henrique de Oliveira
O presidente da URBS (Urbanização de Curitiba), José Antônio Andreguetto, que gerencia o transporte coletivo na capital, confirmou em entrevista à Banda B, na manhã desta quarta-feira (15), que a frota de ônibus está zerada. Andreguetto também falou sobre a possibilidade da greve continuar na quinta-feira (16), afirmando que a URBS acompanha de perto, mas que o impasse salarial é entre os trabalhadores e as empresas.
Andreguetto disse que URBS acompanha de perto possibilidade de greve nos próximos dias (Foto: SMCS)“A negociação é entre o empregador e o empregado e não com a URBS, que é a gerenciadora do sistema de transporte. Estamos em dia com todos os pagamentos e não repassamos nada as empresas, mas faremos isso, quando pedido, para gastos com o pessoal e também para a renovação da frota”, disse Andreguetto.
Com relação à decisão judicial de frota mínima, de 40% em horário normal e 50% no horário de pico, Andreguetto não soube informar se o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região (Sindomoc) foi notificado.
“Apenas o sistema judicário pode informar isso. Nós estamos com a frota zerada e temos uma decisão da desembagadora pedindo a frota minima, mas até este momento isto não está sendo cumprido. Estamos cadastrando veículos para usar a canaleta de ônibus e tentar amenziar o problema”, afirmou.
Por fim, o presidente da URBS disse acreditar que a decisão de frota miníma tenha validade também em caso da greve continuar nos próximos dias. “Temos conhecimento que esta decisão vale para todo o processo. Vamos acompanhar e fazer a gestão para que se restabeleça o transporte. Não podemos ficar nesta situação porque traz prejuízos à economia local”, concluiu.
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