Ameaçado pela ZR, Paraná chega ao 5º jogo sem vencer em empate com Londrina
Paraná e Londrina ficaram no 0 a 0 na Vila. Foto: Oscar Felipe/Paraná Clube

Falta de pontaria, muita correria e goleiros com uniformes praticamente limpos. Com um perfil desses, o empate sem gols entre Paraná Clube e Londrina, na noite deste sábado (12), na Vila Capanema, acabou sendo o resultado mais lógico, para o azar do Tricolor, que pode terminar a rodada na zona de rebaixamento do Campeonato Paranaense.

Tecnicamente, a partida foi fraca, sem grandes chances de gol e muitos erros dos dois lados. Mais pressionado por cinco derrotas em seis rodadas, o time paranista até ficou mais com a bola, porém ofensivamente pouco sabia o que fazer com ela. Sem encontrar espaços, a equipe do técnico Rodrigo Cascca não acertou mais do que três vezes a meta adversária.

Não bastasse a dificuldade com 11 jogadores em campo, o Tricolor ainda jogou a parte final da partida com um a menos, com a expulsão do atacante Pablo Thomaz. Entretanto, ao invés de piorar, o Tricolor chegou a melhorar ofensivamente, criando algumas oportunidades e animando os 2.468 torcedores que compareceram ao reduto paranista. Mas o gol não veio.

Na próxima rodada, o Paraná viaja até o interior do estado para encarar o Cianorte, às 19h desta quarta-feira (16), no Estádio Albino Turbay. Já o Londrina recebe o lanterna União Beltrão na quinta-feira (17), às 20h, no Estádio do Café.

Muita transpiração, pouca inspiração no primeiro tempo

Ciente da sua responsabilidade como mandante, o Paraná procurou ter a iniciativa ao longo dos primeiros 45 minutos no Durival Britto e Silva. Nas arquibancadas, a Fúria Independente, principal organizada do clube, se posicionou na Reta do Relógio, ao invés da tradicional presença na Curva Norte. Tudo para o apoio chegar com mais força aos jogadores.

Todavia, o confronto foi bastante truncado durante todo o primeiro tempo. Em grande parte do tempo, as ações de lado a lado se desenvolveram no meio-campo, com muitas trocas de passes e desarmes entre as duas equipes. O Tubarão, com dois atacantes velozes, procurava pressionar a saída de bola tricolor, e apostava ainda nos contra-ataques.

André Krobel foi o home das bolas paradas na Vila. Foto: Oscar Felipe/Paraná Clube

Tanto o goleiro paranista Lucas Wingert quanto o arqueiro alviceleste Matheus Nogueira não foram exigidos. Nem mesmo nas bolas paradas e em escanteios os dois ataques levaram perigo ao adversário. Os visitantes tiveram duas boas chances apenas, uma aos oito minutos, quando Mossoró chutou, Wingert deu rebote e, para sorte do Tricolor, Coutinho estava impedido e o lance foi paralisado.

Aos 30, Caprini aproveitou erro do zagueiro estreante Rodolfo Mol e arriscou o arremate que passou perto do gol do Paraná. Já os donos da casa não deram um chute certeiro. Não faltou vontade ao time paranista, porém a ineficácia ofensiva da equipe, que o torcedor vem vendo ao longo de todo o Paranaense, prosseguiu na etapa inicial.

Com 999 gols anotados na elite do Estadual desde 1990, quando jogou a competição pela primeira vez, o Paraná buscava a marca histórica, mas sobretudo os três pontos fundamentais para não correr o risco de terminar a rodada na área da degola e alimentar o plano de classificação para a próxima fase.

Tricolor melhora ao jogar com dez

A necessidade dos três pontos fez o Paraná voltar ainda mais focado para o segundo tempo. Já o Londrina também veio com uma postura clara para os 45 minutos finais: aproveitar os espaços para contragolpear e, em um lance de velocidade, tentar chegar ao seu gol. Quando a bola voltou a rolar, entretanto, o torcedor viu mais do mesmo na Vila.

Nos primeiros dez minutos o Tricolor deu alguns sustos na sua torcida, por jogar em linha. Mas os atacantes do Tubarão, em impedimento, não souberam aproveitar. Cascca colocou o Tricolor para atacar, sacando Luan, um defensor, para a entrada de outro atacante, Mikael. O que o treinador paranista não esperava era a expulsão de Pablo Thomaz, aos 26.

Bolas paradas de lado a lado movimentaram o jogo em Curitiba. Foto: Oscar Felipe/Paraná Clube

O atacante aproveitou cruzamento e mandou para as redes do Tubarão. Mas o gol visivelmente feito com a mão rendeu o segundo amarelo e o jogador acabou expulso. O drama paranista parecia que só aumentaria, assim como o temor por mais uma derrota. Mas em campo o que se viu, curiosamente, foi um crescimento do Paraná na partida.

Dos 34 minutos até o final, só deu Tricolor. Matheus Nogueira fez duas boas defesas, e quando o goleiro alviceleste não era a dificuldade diante dos donos da casa, a ansiedade e falta de pontaria apareceram de maneira decisiva. Até o final o gol salvador, que seria o milésimo dos paranistas em Campeonatos Paranaenses da Primeira Divisão, não veio. A ZR se avizinha por mais uma rodada.

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