SAF do Paraná Clube está aprovada

A juíza Mariana Fowler Gusso, titular da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba, homologou a venda do Tricolor

Esporte Banda B

O Paraná Clube vai se transformar em SAF. A juíza Mariana Fowler Gusso, titular da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba, homologou a venda do Tricolor para a Carpa Gestora de Recursos, empresa do Rio de Janeiro. A nova dona promete investimentos de R$ 430 milhões em dez anos, começando com a compra de um outro clube paranaense, provavelmente o Cianorte. Para assegurar a SAF, o Paraná colocou a sede da Kennedy e a Vila Olímpica como garantia do pagamento de todas as dívidas. O documento foi obtido pela Banda B e pelo jornalista Guilherme Moreira.

O documento que aprova a SAF (veja abaixo) foi publicado no sistema do Judiciário paranaense às 17h32 desta terça-feira (12). No despacho, a magistrada trata dos quatro pedidos do Paraná Clube. O primeiro tratava da venda da sede da Kennedy. A juíza Gusso seguiu o parecer do administrador judicial, que sugeriu a venda por leilão, “em vista de se tratar de forma de venda mais transparente”. O leiloeiro oficial já foi indicado, e fará uma avaliação da área antes de abrir para lances – ele tem 20 dias para fazer isso. Em avaliação independente, a área vale R$ 87 milhões.

O segundo pedido era a transformação do potencial construtivo da Vila Olímpica do Boqueirão em cotas a serem vendidas pela Prefeitura de Curitiba. O Paraná Clube foi autorizado pela Justiça a tratar do assunto com o poder público, com a obrigação de informar todo o trâmite para a a 1ª Vara de Fazenda Pública. No documento enviado, o Tricolor garantiu que fará isso “na maior brevidade possível”.

A SAF do Paraná Clube

A juíza Mariana Gusso também autorizou a venda da SAF do Paraná Clube desvinculada das dívidas. Mas, como ressaltado pelo administrador judicial, o negócio está atrelado à venda da sede da Kennedy. Oficialmente, o Tricolor tem dez dias para informar à Justiça qual é o modelo de negociação, entre os descritos na Lei de Recuperação Judicial, para o que se chama de “processo competitivo”.

E o ponto mais polêmico da proposta, a aquisição de outro clube, foi aprovada pela magistrada com a mesma avaliação do administrador judicial. Com a venda dos ativos, o Paraná Clube poderá utilizar “os recursos da venda da SAF para incremento de sua própria atividade”, disse Mariana Gusso em seu despacho. A decisão segue para o Ministério Público, enquanto o Tricolor acelera as negociações para adquirir outra agremiação, a tempo de enviar toda a documentação para a CBF e para a Federação Paranaense.

Confira o documento da Justiça

O Paraná Clube colocou a sede da Kennedy como garantia de pagamento das dívidas. Foto: Divulgação/PR
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