Sócios vão definir data da eleição do próximo presidente do Coritiba

Pleito está marcado para dezembro, mas pode ser adiado para março de 2021

Pedro Melo, com informações de Felipe Dalke

Coritiba. (Divulgação/Coritiba)

O Conselho Deliberativo do Coritiba definiu que os sócios vão definir sobre a manutenção ou adiamento das eleições do clube. Originalmente, a eleição para definir o próximo presidente do Coxa pelo triênio 2021-2023 é em 12 de dezembro. Porém, na semana passada, um grupo de mais de 30 conselheiros pediu uma reunião extraordinária para discutir o adiamento. A nova data para o pleito, caso aprovada, será 06 de março de 2021.

Em entrevista à Banda B, o presidente do Conselho Deliberativo do Coritiba, Marcelo Licheski, explicou o motivo para marcar uma assembleia geral de sócios, de maneira virtual. “É uma votação onde será oportunizado ao sócio qual data ele entende ser melhor para as eleições. Essa foi a forma mais democrática da minha decisão. O próprio sócio vai fazer a escolha do Conselho Administrativo e Deliberativo, seja em dezembro ou em março”, comentou.

“A outra maneira seria uma Assembleia Extraordinária dentro do Conselho. Ela não foi escolhida para oportunizar o sócio a sua efetiva participação no processo eleitoral, seja escolhendo a data e o G5. Todos participam e os conselheiros, como sócios, também vão participar”, acrescentou Licheski.

Motivos para a mudança de data

De acordo com o pedido das conselheiros, um dos motivos para o pedido do adiamento é justamente a mudança no calendário devido à pandemia da Covid-19. “A inesperada ocorrência causada pelo vírus Sars-CoV-2 resultou na alteração das mais diversas relações de natureza contratual, econômica, fática, desportiva, etc”.

“Além dos impactos causados diretamente nos contratos firmados pelos atuais gestores do Clube – muitas delas findando em 31 de dezembro de 2020 – as competições experimentaram uma forçada mudança de calendário, em especial, a disputa do Campeonato Brasileiro de 2020, cuja data prevista para término (fevereiro de 2021) poderá causar danos irreversíveis à instituição (como um novo e indesejado rebaixamento à Série B por conta de vínculos contratuais de atletas, comissão técnica e funcionários findados em dezembro de 2020 e não renovados para a devida continuidade da disputa) na hipótese de alteração do Conselho Administrativo do Clube como consequência da manutenção das eleições para dezembro de 2020”, diz parte do pedido.

Outros argumentos são a situação financeira ruim do Coritiba e até mesmo o interesse dos potenciais candidatos a presidência do Conselho Administrativo em não realizar a eleição durante o Campeonato Brasileiro. Todos querem evitar que “os interesses da instituição não sejam direta ou indiretamente afetados por conta de uma disputa eleitoral em plena participação no dificílimo Campeonato Brasileiro”.

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