No próximo domingo (1º), às 16h, no Couto Pereira, o Coritiba inicia o primeiro dos últimos 14 jogos do que vem sendo o melancólico 2023. E talvez seja este justamente o mais importante de todos os que restam até dezembro. O clássico com o Athletico é o que ainda pode “salvar” o ano.
Se vencer o rival em casa, o Coxa pode deixar a lanterna do Brasileirão e tentar se agarrar nas últimas chances de se manter na elite. Uma injeção de ânimo que é o que falta para este time, que na maioria das vezes parece entrar em campo já esperando a resposta e depois não encontra palavras para explicar o que aconteceu.
Por outro lado, um tropeço diante do Furacão pode ser a pá de cal para um clube que só conseguiu vencer sete vezes em toda a temporada e não sabe o que é comemorar três pontos há mais de dois meses. Se no duelo do “campeonato à parte” repetir justamente o que mais vem acontecendo no torneio, dificilmente vai encontrar forças para reagir.
As contas
Embora difícil, o Coritiba sabe o que precisa fazer nestes últimos dois meses de 2023: ganhar. E quase todas. Com o número mágico de 45 pontos, o Coxa tem que ganhar pelo menos dez dos 14 jogos que restam. Uma façanha complicada para quem só venceu três em 24.
Mesmo que o número seja menor que 45 – o que provavelmente será – e fique nos 40. Ainda assim o Alviverde teria que somar 26, quase o dobro do que conseguiu até aqui. Ninguém pode jogar a toalha, principalmente quem está lá dentro trabalhando, mas talvez 2024 seja uma realidade mais palpável que sonhar em não ser rebaixado de novo.
Além do Athletico, o Coritiba ainda enfrenta neste Brasileirão Atlético-MG (fora), Cuiabá (casa), Palmeiras (casa), Santos (fora), Internacional (fora), Grêmio (casa), Goiás (casa), América-MG (fora), Cruzeiro (casa), Fluminense (fora), Botafogo (casa), Red Bull Bragantino (fora) e Corinthians (casa).
O que esperar do Coritiba?
O mínimo que o time pode fazer é terminar este ano com dignidade e fugir das marcas negativas, daquelas que ficam marcadas na história. Recuperar a força do Couto Pereira, até por respeito ao torcedor, que vem fazendo sua parte e lotando o estádio. Se conseguir pelo menos de 12 a 15 pontos em casa, já dará sinais que o Alto da Glória ainda tem sua importância.
Neste meio tempo, olhar para o elenco é fundamental. A SAF mal chegou, investiu em diversos jogadores e não pode simplesmente jogar tudo isso fora para a próxima temporada. É tempo de testar o grupo, ver quem tem potencial para entregar mais e já esboçar as peças que podem continuar para 2024.
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Talvez aceitar os erros cometidos e trabalhar para que eles não se repitam seja o melhor caminho para esta reta final. Testar, procurar novas opções, dar novas chances e ver o que pode ser melhorado. Talvez seja isso que o torcedor mais queira. Até para não sofrer com falsas esperanças, principalmente quando se olha para dentro de campo já sabendo que o que tem ali não vai funcionar.