O Coritiba tem mais uma situação a resolver durante esta semana. Além da necessidade de vencer dentro de campo e de contratar reforços, o clube terá que discutir a fundo a situação de Alef Manga. Ele foi citado pelo ex-jogador alviverde Diego Porfírio, em depoimento ao Ministério Público de Goiás, na Operação Penalidade Máxima. O lateral, afastado do Guarani, disse que foi quem procurou o camisa 11 do Coxa para que ele participasse do esquema de manipulação de jogos do Brasileirão.
A segunda reviravolta no caso de Alef Manga surpreendeu o Coritiba. Após a citação do atacante nas planilhas da quadrilha de apostadores, ele foi afastado do dia a dia do clube até que depusesse ao MP de Goiás. No mesmo dia em que ele falou com os procuradores, o Coxa confirmou a reintegração, pois recebera a informação de que o atleta tinha esclarecido a situação dele dentro da investigação.
Mas o surgimento de nova planilha apontando pagamentos a Manga, e a confirmação de que Porfírio havia o citado no seu depoimento, mudaram o quadro. As informações, descobertas pela RPC, davam conta de R$ 45 mil transferidos pelos apostadores ao jogador do Coritiba. O MP investiga dois jogos alviverdes, contra o América e contra o Athletico, no Brasileirão do ano passado. Em ambos Alef Manga levou cartão amarelo.
Posição do Coritiba
Desde a semana passada o Coritiba busca informações completas sobre o andamento da Operação Penalidade Máxima. O CEO Carlos Amodeo admitiu que, se as informações baterem, a situação de Alef Manga será rediscutida pelos dirigentes do dia a dia e pelos futuros integrantes do Conselho de Administração, liderado pela Treecorp. Se isso acontecer, a direção de comunicação do Coxa já informou que a manifestação será somente por nota oficial.
Coritiba tenta dar pontapé inicial em recuperação dentro e fora de campo
Já a Pantera Sport, que gerencia a carreira de Alef Manga, lamentou nos últimos dias “o vazamento seletivo de informações de documentos sigilosos“, como disse à imprensa, e repreendeu o advogado Levy Monteiro, que deu uma entrevista ao podcast Bom de Bola. Agora, tanto a empresa quanto o defensor só vão se posicionar após o final do inquérito envolvendo o atacante do Coritiba.