O final de semana não foi nada agradável para o Coritiba. Em campo, mais uma derrota, desta vez para o CRB, ampliou a péssima fase alviverde. Fora dele, o desfecho da situação de Alef Manga gerou um novo ‘front de batalha’. Antes poupado, o diretor técnico Paulo Autuori entrou na mira do staff do jogador, que será negociado – a preferência é uma saída em definitivo. Ao mesmo tempo em que deu nova demonstração de força, Autuori entrou na mira não só dos representantes do camisa 11, mas também de praticamente toda a torcida do Coxa.

No final das contas, a tentativa de Alef Manga e seu staff de buscarem o apoio da torcida para garantir a permanência do atleta no Coritiba não funcionou. Nas quedas de braço, Paulo Autuori ganhou todas, com o respaldo da Treecorp, dona da SAF alviverde. O poder do diretor técnico ficou reforçado depois de quase um mês de crise interna. Primeiro, caiu Carlos Amodeo, que tentou usar o caso para prevalecer diante de Autuori. E, agora, definiu-se de vez o caso Manga.

Externamente, viu-se a adaptação do discurso dos representantes de Alef Manga. No início, o alvo era o executivo William Thomas, citado nominalmente pelo advogado do jogador, Jeffrey Chiquini, como a pessoa que não queria o camisa 11 no Coritiba. A postagem nas redes sociais provocou a reação de Paulo Autuori e chamou a atenção para o racha interno no Couto Pereira. Amodeo tentou ‘cavalgar a crise’ mas acabou sendo demitido.

Passos em falso?

Até então – e também no segundo ‘estágio’ do caso Alef Manga -, Autuori era preservado. As críticas se voltavam a Amodeo e à Treecorp. Ao mesmo tempo em que o advogado mantinha os ataques, com reflexo nas redes sociais, o empresário do atacante tentava um discurso conciliador, chegando até a elogiar William Thomas. Mas nos bastidores do Coritiba o nome de Manga só era tratado como um jogador a ser negociado.

E a nova cartada de Manga acabou gerando mais irritação interna. O fato de ele ter parado para conversar com torcedores após o empate com o Paysandu caiu mal no elenco do Coritiba e deu a Autuori o respaldo necessário para encerrar o caso de vez. Hoje, o clube aguarda por propostas, e tem preferência pela saída do atacante para o exterior. E isto provocou nova inflexão no discurso dos representantes do atleta.

Críticas a Autuori e ao Coritiba

Como se diz na política, “as pontes foram queimadas”. No sábado (13), após a derrota para o CRB, Jeffrey Chiquini voltou à carga. Em comentário na postagem do perfil oficial do clube no Instagram, o advogado renovou as críticas, agora com outro destino. “Paulo Autuori, dê as caras na coletiva e explique o que está acontecendo com seu técnico“, escreveu. No texto, também havia ataques à Treecorp, ao ex-presidente Vílson Ribeiro de Andrade, ao executivo William Thomas e até a órgãos de imprensa.

A mensagem depois foi apagada, mas foi mantido o comentário em outra foto, que citava o jogo da sexta (19) contra o Mirassol. “Meu psiquiatra disse que não devo”, afirmou. O tom das críticas do advogado foi replicado por influenciadores e por muitos torcedores do Coritiba. Apesar do tom explícito de pessoas ligadas a Alef Manga, a cobrança externa a Paulo Autuori não é apenas deste grupo, e é cada vez maior. Sem contratações e sem dar sinais de melhora em campo, o diretor técnico e o treinador Fábio Matias estão na berlinda. E precisarão dar respostas imediatas.

Alef Manga, que está de saída do Coritiba.
Alef Manga não vestirá a camisa do Coritiba salvo uma gigantesca reviravolta. Foto: Divulgação/CFC

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