Coritiba, Athletico e outros clubes brasileiros tiveram um aumento significativo nas receitas vindas da venda de ingressos e dos planos de sócio-torcedor. O crescimento foi apontado no relatório Convocados, liderado pelo economista César Grafietti. A avaliação de quase 300 páginas estuda os balanços de 24 clubes – os 20 da Série A em 2022 e os quatro que foram rebaixados no ano anterior.
Grafietti faz duas comparações dos balanços de 2022: em relação ao ano anterior e em relação a 2019, antes da pandemia de Covid-19. Os números de Coritiba, Athletico e dos outros 22 clubes são expressivos. O crescimento foi de 119,1% – de R$ 460 milhões em 2021 para pouco mais de R$ 1 bilhão no ano passado. O economista aponta que esse número foi ‘contaminado’ pelo impacto da pandemia, em especial sobre a bilheteria. Na comparação com 2019, também há aumento, mas de 2,1%.
Em 2022, os clubes brasileiros faturaram mais com a venda de ingressos avulsos (R$ 599 milhões) do que com os planos de sócio-torcedor (R$ 409 mi). Até a pandemia, essa conta estava ao contrário, com os sócios dando mais dinheiro aos clubes. Coritiba e Athletico tiveram queda no número de associados em comparação a 2019 – fruto da Covid-19, da crise econômica e da impossibilidade de ir aos estádios por pelo menos um ano, mais os dois períodos sem jogos, entre março e julho de 2020 e no mesmo período em 2021.
Os números do Coritiba
O Coritiba teve o nono maior faturamento com sócios-torcedores e bilheteria. Em 2022, o Coxa teve receitas de R$ 27 milhões com vendas avulsas de ingressos e R$ 23 milhões com os sócios – no total, R$ 50 mi. Flamengo (R$ 199 mi), Corinthians (R$ 129 mi) e Palmeiras (106 mi) tiveram os maiores valores entre os clubes brasileiros. O Alviverde teve no ano passado média de 20.608 torcedores por partida no Brasileirão, com ocupação média de 51% do Couto Pereira.
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