Passado um dia inteiro de um dos momentos mais tensos da história recente do Coritiba, nenhuma medida foi anunciada pelo clube. Com ataques à antigos dirigentes, críticas diretas ao elenco e um posicionamento claro sobre a situação do time, o técnico Antônio Carlos Zago jogou um galão de gasolina no incêndio alviverde. E foi seguido pelo executivo Artur Moraes, que reforçou as cobranças aos jogadores e disse que quem não queria ficar no Coxa que buscasse a porta de saída.

Após declarações tão fortes, esperava-se que medidas duras fossem anunciadas nesta segunda-feira (27). Mas nada foi dito. Nas redes sociais, o Coritiba apenas “chamou” a partida da próxima segunda (3) contra o Goiás e informou início e final do jogo com o Newell’s Old Boys, pela Copa Criciúma sub-17, que terminou 0x0. Ante diversas especulações, o Coxa preferiu o silêncio. Mas a expectativa segue para decisões da Treecorp, que é a controladora da SAF alviverde.

Na ‘bolsa de apostas’, fala-se em demissão de Antônio Carlos, afastamento de diversos jogadores, novas manifestações de Artur Moraes, anúncio de contratações. Mas nada disso é confirmado ou desmentido pelo Coritiba. Houve reuniões nesta segunda, e a reapresentação do elenco está marcada para esta terça-feira (28). Talvez apenas agora seja conhecido o real impacto das declarações do domingo (26) dentro do elenco. O dia promete ser agitado

Crise do Coritiba

Enquanto a diretoria do Coritiba não se manifesta – importante ressaltar que os dirigentes eleitos já não apitam mais no clube -, quem divulgou nova nota (a terceira apenas durante o Brasileirão) foi a torcida organizada Império Alviverde. O texto traz críticas aos dirigentes eleitos, a jogadores e a Antônio Carlos. “Quanto a comissão técnica, tudo que Zago disse na coletiva após o jogo contra o Grêmio é verdade. Mas isso não é a postura que se espera de um treinador. Mostra despreparo e covardia“, diz um trecho da nota.

Para a Treecorp e seus representantes, Artur Moraes e Carlos Amodeo, a torcida organizada pede mudança. “Quanto aos novos gestores, esperamos que realmente não tenham participado da formação desse elenco ridículo. Esperamos que parem de nos fazer passar vergonha com ações inúteis que beiram o ridículo”, completa o texto.

Couto Pereira, estádio do Coritiba.
O clichê é inevitável: a segunda-feira (26) foi de um silêncio ensurdecedor no Couto Pereira. Foto: Divulgação/CFC

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Coritiba não toma medidas após entrevistas de Zago e Moraes

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