Coritiba: confira em qual jogo há a suspeita de manipulação

Partida teve três jogadores do Coxa levando cartão amarelo

Esporte Banda B

América-MG 2×0 Coritiba, 5 de setembro de 2022, 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. É este o jogo do Coxa que está sendo investigado pelo Ministério Público de Goiás na Operação Penalidade Máxima. A partida foi revelada em reportagem do Fantástico, da TV Globo. Segundo a emissora, nessa rodada a quadrilha de apostadores faturou R$ 700 mil em apostas de cartões amarelos.

Naquela partida, uma das que o Coritiba perdeu fora de casa no Brasileirão do ano passado, o América-MG conseguiu seu triunfo com certa tranquilidade. E três jogadores do Coxa levaram amarelo – Alef Manga, Diego Porfírio e Thonny Anderson. Todos foram citados em conversas e planilhas da quadrilha de apostadores. Na mesma rodada, o volante Bryan García foi amarelado em Athletico 1×0 Fluminense, mesmo tendo entrado aos 42 minutos do segundo tempo.

Dos quatro, apenas Alef Manga segue no futebol paranaense. Bryan García foi demitido pelo Athletico, Diego Porfírio deixou o Coritiba no final de abril e Thonny Anderson foi dispensado ainda em 2022. Porfírio e Thonny seguem atuando por ABC e Guarani, respectivamente. Já Alef Manga segue afastado do Coxa e com contrato suspenso. Ele seria ouvido pelo MP-GO na última sexta-feira, mas o depoimento foi adiado para a próxima sexta (26).

Ex-Coritiba pode ter feito acordo

O Fantástico noticiou que Diego Porfírio, Bryan García e também Nino Paraíba, ex-lateral do América-MG, foram ouvidos pelo Ministério Público. E dois destes atletas reconheceram terem participado do esquema. A expectativa do MP é que os ex-jogadores de Athletico e Coritiba fechem um acordo com as autoridades para auxiliarem nas investigações.

Já a defesa de Alef Manga, procurado pela TV Globo, respondeu que, até o momento, o nome do jogador só aparece citado em conversas de terceiros. O atacante do Coritiba está sendo acompanhado pelos advogados da Pantera Sports, que administram a carreira de Manga. Na semana passada, o advogado Jeffrey Chiquini deixou a defesa “por motivo de foro íntimo e escusa de consciência”.

Alef Manga marca Everaldo. Foto: Mourão Panda/AFC
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