O Coritiba anunciou, na noite desta segunda-feira (12), que terá de alterar o nome de um setor do estádio Couto Pereira, em Curitiba, devido a uma decisão judicial. A mudança ocorre em cumprimento a uma decisão liminar da 8ª Vara Cível de Curitiba, em um processo movido pela empresa Marlon Bonilha Ltda, proprietário da Pro Tork.
Segundo o comunicado do clube, o setor atualmente denominado “Cadeiras Mauá” passará a se chamar “Setor Pro Tork” novamente, conforme inicialmente acordado entre as partes. Essa modificação será aplicada nos materiais de marketing, mídia e publicidade relacionados ao setor.
O Coritiba esclarece que essa alteração é estritamente imposta pela decisão judicial e não representa a retomada da relação comercial entre o clube e a empresa. A mudança de nome foi determinada por meio de um mandado que estabelece um prazo de trinta dias para o cumprimento da medida, sob pena de multa diária de R$ 20 mil, limitada a R$ 1 milhão.
O acordo entre o Coritiba e a Pro Tork foi firmado em 2013, prevendo a construção do terceiro anel do estádio, incluindo a criação de camarotes, e a revitalização da área da Mauá. O setor em questão foi inaugurado em 2014, e o contrato estipulava a cessão dos naming rights por 72 meses, com o reembolso ao longo desse período.
No entanto, ocorreram adiamentos do início do pagamento, levando a disputas entre as partes. A empresa Pro Tork alegou que o contrato estendia os naming rights até 2024, enquanto o Coritiba argumentou que o contrato expirava em 2020. Diante do impasse, o clube decidiu retirar as identificações do Setor Mauá, o que resultou no processo judicial movido pela Pro Tork.
O Coritiba informou que está recorrendo da decisão e adotando todas as medidas legais cabíveis para reverter a situação. O clube considera que a Pro Tork não possui mais o direito de estampar seu nome e marca no terceiro anel do estádio Couto Pereira e em seus materiais de marketing, mídia e publicidade.
O que diz o despacho
Segundo o despacho da juíza Bruna Greggio, fica claro pelo contrato “que o clube requerido se equivocou ao retirar a denominação SETOR PRO TORK do 3° anel do Estádio Couto Pereira uma vez que o contrato, como um todo, ainda está vigente“. Por isso, ela decidiu que o Coritiba precisa reestabelecer a denominação “em todo o seu material, marketing, mídias e demais publicidades e eventos, bem como quando da comercialização do espaço perante torcedores e patrocinadores“. Confira aqui a íntegra do despacho.
Confira a nota do Coritiba
O Coritiba Foot Ball Club informa que, exclusivamente em razão da decisão liminar proferida pela 08ª Vara Cível de Curitiba/PR no processo ajuizado por Marlon Bonilha Ltda (Pro Tork), o Clube voltará a utilizar, no atual setor “Cadeiras MAUÁ”, a nomenclatura “Setor Pro Tork”, bem como utilizará o nome nos materiais de marketing, mídia e publicidade na forma originalmente pactuada entre as partes. O Clube esclarece que o restabelecimento de tal nomenclatura se dá de forma impositiva, estritamente para cumprimento de decisão judicial, não refletindo, portanto, em retomada da relação comercial entre as partes. Por fim, o Coritiba comunica que, neste momento, recorre da referida decisão e está tomando todas as medidas judiciais cabíveis para revertê-la, uma vez que o Clube considera que a Pro Tork não mais detém o direito de estampar seu nome e sua marca no 3° anel do Estádio Couto Pereira e nos materiais de marketing, mídia e demais publicidades.