Ao longo do Brasileirão, o torcedor do Athletico se acostumou em não ver um titular absoluto na lateral-direita. Rodada após rodada, Khellven e Madson se revezavam na posição, com o garoto da base iniciando mais vezes, mas sempre um substituindo o outro a cada jogo. Porém, atualmente a realidade é outra e a posição virou uma dor de cabeça.
No começo de setembro, o Furacão confirmou a venda de Khellven para o CSKA Moscou. Surgia, então, a oportunidade de Madson se firmar, o que durou apenas três partidas. No dia 21 de setembro, ele sofreu uma lesão muscular na vitória por 2×1 sobre o Internacional e foi substituído com apenas dois minutos em campo. Neste meio tempo, o clube contratou Bruno Peres, experiente de 33 anos com passagem pela Roma e que estava no futebol turco. Só que ele não agradou.
Até aqui, disputou apenas três partidas, sendo só uma como titular, no Atletiba, quando acabou sendo substituído ainda no intervalo. No empate em 1×1 com o Red Bull Bragantino, sequer foi relacionado, com o técnico Wesley Carvalho optando por improvisar Canobbio como ala.
Bruno Peres vira polêmica no Athletico
Depois do confronto com os paulistas, o treinador foi questionado por qual motivo preferiu improvisar no setor ao invés de escalar Bruno Peres. E aí que veio a grande polêmica. Wesley Carvalho disse que o último reforço do Rubro-Negro na temporada não está no nível para ser titular.
“Tive uma conversa com ele, e ele entendeu. Falei ‘olha, vamos ter que fazer um desenvolvimento individual para que você possa performar, pois você não está me entregando a performance que eu desejo para jogar como ala ou lateral. Seguramos ele, foi uma decisão conjunta, e ele vai trabalhar direto para recuperar este tempo perdido”, explicou o comandante atleticano.
O grande problema de Bruno Peres foi a falta de ritmo. Quando foi contratado, no mês passado, ele vinha de cinco meses sem jogar e logo na segunda partida pelo Athletico teve que atuar por quase 90 minutos, pela lesão de Madson. O pouco tempo de preparo para estrear acabou pesando na performance.
“Era um risco calculado. A gestão do clube decidiu vender o Khellven e quem apareceu depois da janela foi o Bruno Peres. Ele veio, mas o último jogo dele tinha sido em abril, estava há três meses sem treinar e aceleramos o processo, pois imaginávamos que precisaríamos dele. Mas isso aconteceu muito cedo, ele não estava preparado e acabamos o expondo“, acrescentou Carvalho.
Período para preparação
Por conta da data Fifa, o Brasileirão sofreu uma parada e só volta a ter rodada no dia 18, quando o Furacão encara o Grêmio, às 19h, na Arena do Grêmio. Para este confronto, a expectativa é que Madson esteja à disposição e, dependendo da questão física, pode até ser titular.
O atleta sofreu uma lesão muscular na coxa no dia 21 de setembro e a expectativa era que ele ficasse cerca de três semanas parado, período que será completado na próxima quinta-feira (12). Com isso, ele terá quase uma semana para voltar aos treinos e recuperar o ritmo.
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Caso não tenha condições e Bruno Peres não apresente uma evolução neste período, a tendência é que mais uma vez o Athletico jogue com três zagueiros, com Canobbio improvisado na ala.