Com a chegada de Edwuin Cetré, que desembarcou ‘escondido’ em Curitiba no último sábado (31), o Athletico resolveu uma carência do elenco apontada por Odair Hellmann, os lados do ataque. E a tendência é que, quando o atleta de 28 anos estiver à disposição, o Furacão tenha um ataque 100% colombiano, formado por Cetré, Mendoza e Viveros. Mas como isso funcionaria na prática?

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Em 2025, o Rubro-Negro conseguiu a reação na Série B jogando em um 3-5-2, com o lateral-direito Benavídez fazendo a função de um zagueiro e Mendoza atuando como um ala pela direita. A fórmula deu resultado, mas na vitória por 1×0 sobre o Internacional, na estreia no Brasileirão, o esquema sofreu uma leve alteração, passando para o 3-4-3, com Benavídez virando ala e Mendoza jogando como ponta.

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E essa deve ser a tendência a partir de agora, só que com Cetré entrando no lugar de Julimar e atuando pela esquerda. Inclusive, é justamente pelo lado que ele mais atuou nas últimas temporadas, por Independiente Medellín, da Colômbia, e Estudiantes, da Argentina. Pelo mapa de calor, é possível ver que é um atleta que joga por todo o campo ofensivo, mas sempre pendendo mais por aquele setor, completando o trio, que junta velocidade e explosão.

E a recomposição defensiva?

Porém, para esse esquema dar certo, é preciso dar cobertura para os jogadores na parte defensiva. E, em cima disso, Odair precisa reforçar a marcação. Com os três zagueiros consolidados, o meio-campo teria os laterais Benavídez pela direita, e Esquivel ou Léo Derik na esquerda.

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Mas o que mais muda é o fato de, possivelmente, o Athletico passar a atuar sem um armador central. Algo que não seria novidade, uma vez que no ano passado o Furacão já atuou nesses moldes, com Zapelli sendo um pouco recuado e fazendo a função de segundo volante.

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A diferença é que em 2025 o camisa 10 atuou por ali pela falta de opções para a posição. Agora, o treinador tem à disposição, por exemplo, Portilla e Luiz Gustavo, que ainda não fez sua estreia com a camisa rubro-negra, o que pode levantar dois cenários.

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O primeiro seria os dois disputarem uma posição ao lado de Zapelli e o segundo seria com o dois volantes em campo e o argentino ficando como opção no banco. Assim, o brasileiro seria o volante mais marcador, dando mais liberdade para Portilla.

Colombianos dominam o Athletico

De qualquer forma, independentemente da escolha feita por Odair Hellmann, a tendência é de um Athletico no ritmo da cumbia em campo. No total, são sete colombianos no elenco do Furacão. Além de Portilla, Cetré, Mendoza e Viveros, fazem parte os zagueiros Aguirre e Terán e o meia Alejandro Garcia, que hoje é o último da lista de estrangeiros, que conta ainda com três argentinos, ultrapassando o limite de nove permitidos por jogo.

O que torna possível até mesmo um Athletico em campo com seis colombianos, três argentinos e apenas dois brasileiros em campo.

Mendoza e Viveros após vitória do Athletico sobre o Internacional
Mendoza e Viveros, em breve, devem ter compatriota ao lado para formar o trio ofensivo. Foto: Duda Matoso/Athletico