Anunciado como técnico da seleção brasileira em janeiro, quase oito meses depois Dorival Júnior vai iniciar sua principal caminhada da carreira. Embora já tenha comandado a equipe em oito jogos, sendo quatro amistosos e quatro jogos na Copa América, somente agora ele vai trabalhar nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.
Nesta sexta-feira (6), o Brasil recebe o Equador, às 22h, no Couto Pereira, precisando quase recomeçar um trabalho, que foi feito por outra comissão técnica, mas deixou rastros negativos. A seleção vem de quatro jogos sem ganhar na competição, com um empate e três derrotas, no limite da zona de classificação para o Mundial.
Até por isso, Dorival vai reformulando o grupo. Vem dando espaço para nomes jovens, como os atacantes Endrick, Estevão e Luiz Henrique, mesclando com remanescentes da Copa do Mundo e do início do novo ciclo. Mas, é preciso ter calma.
“São mudanças que todos exigiram, cobraram e elas vão acontecendo. Mas não acontecem com resultados imediato. O próprio Endrick, mesmo não estando como titular de uma das melhores equipes do futebol mundial, está credenciado a fazer parte de um elenco desses, afirmou ele.
Apesar dos resultados, Dorival vê evolução
Pelo caminho, em oito jogos, Dorival Júnior teve um início animador, com vitória sobre a Inglaterra e empate com a Espanha. Mas, na Copa América, deixou a desejar, se classificando em segundo em um grupo que tinha Colômbia, Costa Rica e Paraguai, caindo nos pênaltis para o Uruguai nas quartas de final.
“Acho que temos o caminho. As coisas não acontecem do dia para noite. Precisamos respeitar o processo. Eu preciso dos resultados para que meu trabalho possa se manter. É um fato isso, mas tudo tem o seu momento. Estamos trabalhando muito sério para tudo se tornar realidade”, analisou.
Para este duelo contra o Equador, o treinador teve duas baixas importantes, que seriam titulares. Primeiro, foi o atacante Pedro, do Flamengo, que rompeu os ligamentos do joelho esquerdo. Por último, foi a vez do zagueiro Éder Militão, do Real Madrid, com dores musculares.
“De um modo geral, para uma equipe que está em formação, buscando um equilíbrio, é natural que algumas alterações e adaptações acabem nos trazendo um complicador. Temos que encontrar soluções dentro do nosso grupo, que com certeza nos ajudarão nesse equilíbrio”, acrescentou ele.
Volta a Curitiba pela seleção
O que não pode se dizer é que Dorival não conhece o ambiente que terá pela frente. O treinador teve duas passagens pelo futebol paranaense. A primeira, em 2008, quando comandou o Coritiba. Em 2020, foi a vez do Athletico.
“Fico feliz por voltar a Curitiba, tive passagens por Coritiba e Athletico, foram momentos importantes na minha carreira e agradeço o reconhecimento que tive”, finalizou o comandante da seleção.