Com o início do ano letivo, na volta às aulas, um sentimento que toma conta dos estudantes, independente da idade, é o da ansiedade. Das crianças aos adolescentes, o “frio na barriga” é comum e atinge até mesmo os pais, que podem ajudar a controlar as emoções nessa fase.

Com o fim das férias, em fevereiro, os jovens passam por uma transição de rotina, saindo de um ritmo mais tranquilo e ambiente familiar para outro, na escola, com novas pessoas e desafios. Para a psicóloga Ester Storck, o começo das aulas exige um esforço emocional.
“É um momento de muitas novidades ao mesmo tempo: novas rotinas, ambientes, pessoas, regras e expectativas. Tudo ainda está em construção”
explica Ester Storck, psicóloga.
Do ponto de vista psicológico, o início do ano letivo é compreendido como uma fase de ajuste emocional. Algumas crianças precisam de mais previsibilidade e segurança para atravessar esse período. E a forma como os adultos respondem a esses sinais faz toda a diferença.
Dicas para controlar a ansiedade na volta às aulas
Confira abaixo dicas da psicóloga Ester Storck para controlar a ansiedade das crianças e adolescentes no início do ano letivo. A especialista reforça que a ansiedade infantil muitas vezes reflete o estado emocional dos próprios adultos, que também lidam com pressões e reorganização da rotina nesse início de ano.
- Manter rotinas claras e consistentes – Estabelecer horários semelhantes para acordar, dormir, fazer refeições e realizar tarefas, inclusive nos fins de semana. Avisar com antecedência como será o dia ajuda a criança a se sentir mais segura.
- Acolher os sentimentos, sem desqualificar – Ouvir com atenção e validar o que a criança sente, usando frases como “eu vejo que você está nervoso” ou “imagino que esteja difícil”. Evitar comentários como “isso é bobagem” ou “não tem motivo”.
- Reduzir cobranças e expectativas – Evitar exigir adaptação imediata, desempenho perfeito ou socialização rápida. Cada criança tem seu tempo, e o primeiro mês é de ajuste, não de cobrança.
- Transmitir confiança e tranquilidade – Demonstrar segurança ao falar da escola, manter uma postura calma na despedida e evitar transmitir a própria ansiedade. A criança percebe quando o adulto confia no processo.
- Observar mudanças de comportamento e oferecer apoio – Ficar atento a alterações no sono, no apetite ou no humor. Quando necessário, conversar, ajustar a rotina ou buscar orientação profissional.