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bapkaFábrica da Bapka, visitada na manhã de hoje pela Banda B. Foto: Banda B

As altas temperaturas que Curitiba e região metropolitana têm alcançado estão fazendo aumentar a produção e a venda de sorvete. O momento, então, é ótimo para faturar um pouco mais, já que é no verão que acontece o maior pico de vendas: dezembro, janeiro e fevereiro, de acordo com o gerente comercial da fábrica da Bapka, Valdir Luiz de Carmo, que fica em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba.

Com as geladeiras registrando -24ºC, a movimentação em uma das principais fábricas de sorvete do Estado é intensa. “No verão chega a dar briga, abastecemos nossas lojas quase que diariamente. Tive que contratar mais funcionários e ainda assim fica apertado porque nesse período é bem tumultuado”, descreve. E para suprir a demanda, caminhões carregados com sorvete passam pelo carregamento por, pelo menos, cinco vezes ao dia.

De acordo o gerente, a produção média para esses meses de calor é de 60 mil picolés por dia e 16 mil litros de sorvetes de massa. “É nesse período que a gente cresce a produção e intensifica nas vendas. O pessoal gosta de sorvete, mas chega em junho e julho a produção diminui”, disse. Segundo Carmo, esses valores são três vezes mais que o normal.

Outra sorveteria que tem aumento significativo é a La Basque, no Bigorrilho. Segundo empresária Amélia Portela, a venda de sorvetes também teve um acréscimo com a chegada do verão: cresceu 30% com relação aos meses mais frios. “O campeão de vendas é o sorvete de limão, bem refrescante”, completa.

E os números mostram que o consumo de sorvete aumentou em todo o país. Dados da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (Abis) dizem que, de 2003 a 2013, o consumo de sorvetes no Brasil passou dos 685 milhões de litros para 1,244 bilhão de litros, um aumento de 86,1%.