Os desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) decidiram por unanimidade, nesta sexta-feira (5), que o júri popular do médico Rafael Suss Marques, acusado pela morte da então namorada, a fisiculturista Renata Muggiati, seja marcado o quanto antes.

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A atleta morreu no dia 12 de setembro de 2015. Conforme denúncia oferecida pelo Ministério Público à Justiça, Renata foi estrangulada e teve o corpo jogado do 31º andar de um edifício no Centro de Curitiba, onde morava.
Marques está preso desde 2019 no Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba por descumprir medidas cautelares e faltar a uma audiência do caso para jogar pôquer em uma casa de jogos da capital paranaense. Um pedido de habeas corpus foi solicitado pela defesa do médico, porém negado.
De acordo com a assistente técnica de acusação do caso, a criminalista Maria Francisca Accioly, a decisão do Tribunal de Justiça expõe a urgência da Justiça em dar solução ao caso. Ela destaca os seis anos da espera por uma conclusão do processo e que não há o que se protelar Rafael Suss Marques. “Finalmente ele será julgado e condenado pelo assassinato de Renata Muggiati”, disse a criminalista.
E complementou: “Ele [Rafael] teve todos os direitos de ter os benefícios de eventuais liberdades provisórias e ele não se adequou ao que foi determinado pela Justiça, então deve permanecer preso e a Justiça deve ser feita com a devida condenação com base nas provas que existem no caso pelo Tribual do Júri.”
A irmã de Renata, Thereza Cristina Gabriel, recebeu com alívio a decisão do TJ.
“São anos de luta, de dor, de saudades da Renata. Minha irmã sofreu em vida, foi maltratada, judiada, agredida, enforcada e morta. Não bastasse o assassinato dela, ainda tentaram destruir sua imagem, sua reputação, mas nós não permitimos. Lutamos e vamos lutar pela justiça até o final”
declarou.
Os advogados e a família têm convicção de que Marques será condenado pelo povo. “As provas são robustas, claras e demonstram que Renata foi assassinada naquele apartamento em que estavam apenas ela e Rafael na data dos fatos”, destacou o criminalista e também assistente técnico de acusação, Daniel Laufer.