O financiamento foi a forma de pagamento escolhida em 69,3% das negociações para a venda de imóveis usados em Curitiba, o melhor índice desde o início de 2023. Os dados de junho da pesquisa do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), integrante do Sistema Secovi-PR. O estudo revela que, em comparação a maio do mesmo ano, o crescimento foi de 4,1%.

Ranking dos bairros mostra que Centro permanece no topo. Foto: Luiz Costa / SMCS

De acordo com Josue Pedro de Souza, vice-presidente de lançamentos e comercialização imobiliária do Secovi-PR, a alta taxa de representação do financiamento no setor indica que há crédito disponível no mercado.

“É uma amostra do comportamento dos compradores que buscam imóveis para investimento. Eles estão mais preocupados com os prazos de pagamento e atentos à alta velocidade de locação”, observa.

Bairros mais procurados para imóveis usados

CENTRO7,8% DAS NEGOCIAÇÕES
BIGORRILHO6,7% DAS NEGOCIAÇÕES
CAMPO COMPRIDO6,5% DAS NEGOCIAÇÕES
BOQUEIRÃO4,3% DAS NEGOCIAÇÕES
UBERABA4,3% DAS NEGOCIAÇÕES
CAJURU3,5% DAS NEGOCIAÇÕES
Fonte: Inpespar

Os dados revelam que a inadimplência volta a ficar abaixo de 1%, com taxa de 0,9% em junho. Junto com a crescente busca pelo financiamento está o aumento do ticket médio nas vendas de imóveis usados. O estudo indica que o mercado continua operando de forma estável tanto nas análises de valores quanto nas de volume.

O valor médio do total das aquisições chegou a R$ 420.441,13 em junho, com alta de 3,7%. Já os números referentes à média na compra de imóveis residenciais chegaram ao maior nível do ano com 10% de aumento e um ticket médio de R$ 407.585,21.

Na mesma direção, o índice de Vendas de Usado Sobre Oferta (VUSO) opera em alto patamar. Com o terceiro melhor percentual no ano (5%), o mês de junho teve aumento de 0,3 % em relação ao mesmo período de 2022.

“A venda de imóveis usados na cidade permanece em um patamar elevado, mas estável. O crescimento discreto em relação ao ano anterior demonstra essa constância nos dados consolidados”, aponta Luciano Tomazini, presidente do Inpespar e vice-presidente de Economia e Estatística do SECOVI-PR.

Imóveis comerciais

O aumento da procura por imóveis comerciais na capital paranaense é o destaque na pesquisa mais recente do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), integrante do Sistema Secovi-PR. Após o registro de 5,5% em maio de 2023, LSO teve crescimento de 2,3% e chegou a 7,8% em junho, maior resultado do primeiro semestre do ano.

Na análise de imóveis comerciais para locação, o Centro também se mantém em primeiro lugar com 27,8% das negociações. Em seguida, mas com uma diferença relevante no percentual, a pesquisa destaca Cristo Rei (9%), Água Verde (6,8%), Centro Cívico (6%), Batel (5,3%) e Boa Vista (3%).

CENTRO27,8% DAS NEGOCIAÇÕES
CRISTO REI 9% DAS NEGOCIAÇÕES
ÁGUA VERDE6,8% DAS NEGOCIAÇÕES
CENTRO CÍVICO6% DAS NEGOCIAÇÕES
BATEL5,3% DAS NEGOCIAÇÕES
BOA VISTA3% DAS NEGOCIAÇÕES
Fonte: Inpespar

“O LSO comercial em Curitiba se mantém em um patamar alto em 2023. A diferença de mais de 2% em comparação ao mês de maio chama a atenção daqueles compradores que buscam espaços na cidade com estratégias de investimento”, comenta o presidente do Inpespar e vice-presidente de Economia e Estatística do Secovi-PR, Luciano Tomazini.

Paralelamente, LSO residencial teve aumento de 3.5 % e passou para 24% no fechamento do semestre. Já o ticket médio total, análise importante tanto para os locatários e quanto para os locadores, teve aumento de 9,1% em junho. A média de locações passou de R$ 1.719,00 para R$ 1.876,00 na comparação com o maio.

O valor médio das locações residenciais, por sua vez, cresceu 7,9% e atingiu o valor de R$ 1.800,00. A crescente dos números analisados revela a recuperação do mercado imobiliário e reforça o cenário positivo para as aquisições feitas para fins de investimento.

“Além dos índices positivos no setor de locações, a alta velocidade das negociações também é relevante. Grande parte dos imóveis que apresentam esse bom desempenho têm um bom estado de conservação e, também, de manutenção”, pontua Marilia Gonzaga, vice-presidente de locação e administração imobiliária do Secovi-PR. “Em alguns casos, não temos nem tempo de pintar as paredes, pois os locatários querem entrar o quanto antes nos imóveis”, complementa.

Locações residenciais

Nas negociações de locações residenciais, em junho, o Centro permanece no topo da lista de bairros mais buscados com 14,9% dos imóveis. Em seguida, regiões mais ao sul se destacam entre o Portão (5,1%) e Água Verde (4,3%). Por fim, os dados mostram Campo Comprido (4,0%), Cristo Rei (3,7%), CIC (3,5%) e Santa Cândida (3,2%).

CENTRO14,9% DAS NEGOCIAÇÕES
PORTÃO5,1% DAS NEGOCIAÇÕES
ÁGUA VERDE 4,3% DAS NEGOCIAÇÕES
CAMPO COMPRIDO4,0% DAS NEGOCIAÇÕES
CRISTO REI3,7% DAS NEGOCIAÇÕES
CIC3,5% DAS NEGOCIAÇÕES
SANTA CÂNDIDA3,2% DAS NEGOCIAÇÕES
Fonte: Inpespar

Dada a velocidade da ocupação nos negócios de locação, o período é uma oportunidade para os investidores em imóveis, os compradores podem observar os índices de procura e constatar o senso de urgência dos locatários. Apartamentos com dois dormitórios, por exemplo, ficam, em média, 34 dias no mercado, ao mesmo tempo, em que os sobrados levam cerca de 35 dias para serem alugados.

A inadimplência dos inquilinos curitibanos segue em baixa, abaixo de 1%. Isso é reflexo do bom trabalho das imobiliárias no processo de cadastramento de inquilinos, no contato ativo com os clientes e na conciliação entre locatários e locadores.

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