Mulher acusada de matar marido tenente da PM é condenada a 18 anos e 9 meses de prisão em Curitiba

O julgamento, no Tribunal do Júri de Curitiba, começou nesta segunda-feira (07) e a sentença deferida na noite desta terça-feira (08)

Redação

Francielle Carolina Moscaleski foi condenada a 18 anos e 9 meses por matar o tenente da Polícia Militar (PM), Cassio Ormond Araújo, em 2017. O julgamento, no Tribunal do Júri de Curitiba, começou nesta segunda-feira (07) e a sentença deferida na noite desta terça-feira (08). Ela foi considerada culpada das acusações por homicídio qualificado com impossibilidade de defesa da vítima, além de fraude processual.

Foto: Reprodução

O pai do tenente, Vladimir Meleu Araújo, disse em entrevista à Banda B após o júri que a justiça foi feita.

“Foram cinco anos de sofrimento. Agora espero que ela vá presa, pague por ter tirado a vida do meu filho. Gostaria até que fosse uma pena maior, porque a perda de um filho tem que ser o máximo do máximo da pena”, afirmou Araújo.

Francielle ainda pode recorrer da decisão, em liberdade. O advogado da família da vítima, Rodrigo Cunha, afirmou à Banda B acreditar que o mandado de prisão deve sair em breve.

“Se a ré recorrer, estaremos aqui para que a pena seja mantida e não seja diminuída. O conselho de sentença foi unânime em votar que a tese defensiva da ré não deveria ser acatada. Acreditamos que muito em breve conseguiremos que seja expedido o mandado de prisão”, disse Cunha.

O espaço na reportagem está aberto para a defesa de Francielle.

Denúncia

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), Francielle era esposa de Cassio e teria modificado o local do crime com objetivo de simular um suicídio.

A morte aconteceu há cinco anos, na noite de 23 de julho de 2017, na Rua Presidente Epitácio Pessoa, no bairro Tarumã. Consta na denúncia que Francielle “efetuou o disparo contra a vítima de forma repentina e inesperada, dificultando, assim, a defesa pela vítima”.

Em 2017, Francielle chegou a ser presa, mas foi solta depois que a defesa pediu habeas corpus. Ela alega que agiu em legítima defesa após ter sido estuprada pelo marido.

Pensão

A família da vítima ainda demonstra revolta com o fato de Francielle morar no Litoral e ser bancada com a pensão por morte de Araújo.

Cassio Ormond Araújo atuava no Batalhão de Polícia de Trânsito (Bptran).

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