Justiça nega pedido de liberdade de policial acusado de atirar contra clientes em posto

A decisão foi tomada por unanimidade de votos

Redação

A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), em julgamento nesta quinta-feira (16), negou pedido de habeas corpus feito pela defesa de Ronaldo Massuia Filho. O policial federal é acusado de matar uma pessoa e ferir outras sete em um posto de combustíveis, em Curitiba, no dia 1º de maio do ano passado.

Policial federal abriu fogo contra clientes de posto de gasolina em 1º de maio de 2022 – Foto: Reprodução/Câmera de segurança

A decisão foi tomada por unanimidade de votos e com isso o acusado segue preso. A relatora do pedido foi a Desembargadora Lídia Maejima.

O policial federal foi denunciado em maio do ano passado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por homicídio triplamente qualificado, sete tentativas de homicídio também triplamente qualificado e por peculato.

Poucos dias depois, a Justiça aceitou a denúncia contra Massuia Silva, que se tornou réu pela morte do fotógrafo André Muniz Fritoli e pelas tentativas de homicídio.

Defesa

Em nota enviada à Banda B, os advogados que defendem o policial afirmam que vão recorrer da decisão. Leia na íntegra:

“A defesa de Ronaldo Massuia impetrou habeas corpus visando restabelecer sua liberdade, ou a prisão domiciliar, para o devido tratamento médico, garantia de todo cidadão, também possibilitar a plena compreensão sobre as situações que antecederam os fatos e as consequências do fatídico evento ora em exame pelo poder judiciário paranaense.

Na oportunidade não foi esse o entendimento dos Magistrados. Diante da negativa da ordem, a defesa recorrerá da decisão para que sejam restabelecidos tais direitos garantidos na Constituição.”

Tribunal do Júri

Nesta segunda-feira (13), a Justiça determinou que o caso seja julgado no Tribunal do Júri de Curitiba. Na mesma decisão, a juíza Mychelle Pacheco Stadler não afastou nenhuma das qualificadoras do crime (motivo fútil, recurso que dificultou defesa da vítima, mediante emprego de meio que resultou perigo comum).

A magistrada também havia negado o pedido da defesa do réu para que ele respondesse ao processo em liberdade.

O caso

O policial federal Ronaldo Massuia Silva, de 43 anos, foi preso em flagrante pouco depois de ele entrar em um posto de gasolina, no dia 1º de maio do ano passado, e atirar contra clientes. O crime aconteceu em uma loja de conveniências do posto localizado no bairro Cristo Rei, em Curitiba.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o policial entra na loja e abre fogo contra os clientes. No vídeo, é possível ver que os tiros foram disparados à queima-roupa. Horas após ser preso, ele disse em depoimento que agiu em legítima defesa.

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