Justiça marca data do júri popular da policial civil acusada pela morte de copeira

Kátia das Graças Belo era investigadora e foi exonerada do cargo no ano passado por conta do episódio

Redação

O juiz Daniel R. Surdi de Avelar determinou que o julgamento pelo Tribunal do Júri da ex-policial civil, Kátia das Graças Belo, aconteça no dia 26 de maio deste ano. Ela é acusada de matar a copeira Rosária Miranda da Silva ao disparar contra ela quando estava em um restaurante no Centro Cívico, no dia 23 de dezembro de 2016.

Rosaira era copeira de uma empresa e estava confraternizando com colegas. Foto: Arquivo família

O advogado que representa a família da vítima, Ygor Nasser Salmen, disse em entrevista à Banda B que a designação do júri é uma grande vitória.

“A designação desse júri significa uma grande vitória, uma vitória aos familiares, os quais eu represento, pessoas idôneas, trabalhadoras, honestas, que viram a sua vida, a sua família, se desestruturar por conta de uma ação dolosa por parte de uma policial extremamente despreparada”, afirmou Salmen.

Exonerada

Kátia era investigadora e foi exonerada do cargo no ano passado por conta do episódio. O Conselho da Polícia Civil do Paraná decidiu que ela fosse demitida. O tiro disparado pela arma da policial atingiu a cabeça de Rosaira e o caso ganhou grande repercussão.

Rosaira chegou a ser socorrida ao hospital, mas morreu nove dias após o disparo. Em depoimento, Kátia afirmou que se irritou com o barulho da festa, que ocorria ao lado de casa, mas alega que atirou com a intenção de dar um susto. O disparo teria sido feito da janela do apartamento dela.

Além do homicídio, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) e a assistência de acusação pedem que Kátia responda pelas qualificadoras do motivo fútil, impossibilidade de defesa da vítima e perigo comum.

A reportagem da Banda B tenta o contato da defesa da acusada e o espaço na matéria está aberto para manifestações.

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