Dois irmãos, uma menina de 1 ano e 7 meses e um menino de cerca de 7 anos de idade foram resgatados em uma rua do bairro Xaxim, em Curitiba, na manhã deste sábado (14), por uma equipe do Conselho Tutelar da regional Boqueirão.

As crianças foram localizadas na Rua Luiz Carlos de Oliveira, após o Conselho Tutelar ser acionado por policiais do Centro de Operações Policiais Militares (Copom) sobre a situação. Ainda não há detalhes sobre o que aconteceu e nem onde estariam os responsáveis pelos dois.
“Estavam na rua, abandonados. Não sabemos quem é a mãe, quem é o pai, não identificamos até agora, os telefones que tinham liguei e ninguém atende”,
relata o conselheiro Vilmar Soares Constantino.
Ele disse que esteve todo o tempo com as crianças e contou para a reportagem da Banda B, na tarde deste sábado, que apenas a menina tinha documentação e que a preocupação maior era com o mais velho. O menino apresenta comportamentos que, segundo ele, seriam traços de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
“É uma situação que não temos capacidade técnica para atender. Nós não somo psicólogos, nem cuidadores, para cuidar principalmente de uma criança autista. Ele gritava, ele pulava, ele batia na cabeça dele, queria quebrar os computadores. É uma situação bem delicada. Tem que, urgente, ter um acolhimento”, afirmou Constantino.
O conselheiro reclamou da espera por um local que pudesse receber os irmãos. “Desde 11 horas da manhã, a prefeitura não disponibilizou essa vaga e estamos sofrendo. A prefeitura tá muito minuciosa. Não tem uma casa pra atender um autista? Se tivesse mentido que não era autista, já teria conseguido uma vaga há muito tempo, mas como é um autista não tem um lugar pra por?.”
Constantino também foi contra a separação das crianças. “Pela lei, a menina teria que ficar junto com irmão.”
Outro lado
A reportagem da Banda B entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura de Curitiba, para manifestação sobre o caso. No final da tarde, por volta das 17h30, a prefeitura informou que as duas crianças foram acolhidas e que, por se tratar de uma menina e um menino, precisaram ser encaminhados a unidades diferentes de acolhimento.
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