(Foto: Divulgação)
Um projeto de consumo consciente, educação financeira e sustentabilidade está sendo desenvolvido na Escola Municipal Leonilda Ravaglio Trevisan no bairro Jardim Itália, em São José dos Pinhais. Tal projeto é realizado com os 97 alunos dos 2ºs ano e tem como objetivo despertar reflexões aos participantes e formar cidadãos conscientes.
Neste ano, o tema trabalhado dentro das salas de aula foi o desperdício de material escolar. Segundo a professora Vera Lúcia Moro Caldeira, responsável pela criação do projeto em 2015 para os alunos do reforço escolar, “muitos alunos ganham o material, mas não cuidam, não valorizam. Derrubam um lápis e ninguém se manifesta, e aí, no outro dia, acabam vindo para aula sem o material necessário. É um descuido muito grande, eles não tem noção de quanto custa”, explica.
De acordo com a proposta do projeto, educar uma criança financeiramente é capacitá-la a fazer o melhor uso do dinheiro, de forma ética, sustentável e consciente. Educação financeira não faz parte do currículo oficial de ensino, mas é uma forma de desenvolver cidadania. Por isso, o assunto é abordado dentro das áreas de conhecimento, de Ciências à Matemática.
” O aprendizado é melhor quando se aplica tais conceitos dentro das disciplinas programadas. Faz parte do dia a dia deles (alunos). E com a crise que estamos passando, temos que formar cidadãos conscientes e é necessário procurar assuntos que sejam do interesse e realidade, do contexto. Se todo tivessem consciência da importância do reaproveitamento, de evitar o desperdício, quanto seria melhor o nosso país”, conta Vera. Neste ano, o projeto foi desenvolvido em conjunto com as professoras Cristiane do Rocio Silva, Gilgiola Luciana Massaneiro e Maria Augusta da Rocha, com apoio da equipe pedagógica e demais profissionais que atuam na escola.
FEIRÃO DO MATERIAL ESCOLAR — nos dias 4 e 5 de dezembro será realizado nas dependências da escola um Feirão do Material Escolar. Essa é a culminância do trabalho realizado durante o ano. Ou seja, no Feirão, cada um dos 97 alunos irá receber um valor monetário simbólico para gastar na compra de materiais e também na compra de lanches. “Cada um vai comprar com dinheirinho de papel, vai escolher o que quer das prateleiras e vão saber o uso como se fosse na prática social”, explica a pedagoga da escola, Rosani Jungles Gonçalves.
PROJETO — Esse projeto teve início em 2015, quando a professora Vera resolveu desenvolver apenas com os alunos do reforço escolar uma atividade diferenciada para incentivar a aprendizagem. “Foi trabalhado com os alunos do reforço sobre a crise e como vencê-la. Abordamos pesquisa de preço e outras formas de ganhar uma renda em casa, além dos cuidados necessários nas compras, nas ofertas”, explica Vera.
Segundo a professora, “houve uma boa aceitação. Os alunos vinham pro reforço super animados. Foi difícil, porque eles tinham algumas restrições, mas a gente percebeu que eles ficaram conscientes” conta ela, satisfeita.
No ano seguinte, em 2016, o projeto foi aceito por toda equipe da escola e trabalhado junto aos alunos dos segundos anos. “As crianças eram menores, então trabalhamos com brinquedos. Da mesma forma que no ano anterior, fazendo cálculos em sala de aula e abrangendo todas as áreas que poderiam ser contempladas”, explica Vera. No final, foi simulado um mini shopping aonde as crianças puderam colocar em prática o que foi aprendido.
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