O fenômeno não é recente. Com o crescimento da comunicação de massa, a imprensa é constantemente questionada sobre o papel exercido nas eleições, seja por um lado, seja por outro. Os dois principais candidatos à Presidência da República, por exemplo, costumeiramente miram na Globo, maior emissora de TV do Brasil. Lula afirma ser vítima de um show midiático, que inclusive o levou à prisão durante a Operação Lava Jato. Bolsonaro, por sua vez, afirma ser vítima de perseguição por veículos de comunicação e costuma citar, entre outras, a Folha de S.Paulo.

Mas afinal, qual o papel da imprensa no pleito eleitoral?
O jornalista Ricardo Vilches buscou entender e recebeu um jornalista com pautas no dia a dia são mais identificadas com a esquerda e um professor de comunicação.
Para Rogério Galindo, idealizador do Portal Plural, é fato que grande parte da população perdeu a confiança no jornalismo, o que pode impactar na forma de análise das eleições. “A gente vê que as pessoas passaram a desconfiar da imprensa e achar que a imprensa oculta, esconde, trabalha contra a população, o que não é necessariamente verdade. Tem jornalistas que realmente podem estar fazendo coisas erradas, como a maioria faz coisas sérias, isso ocorre em qualquer profissão. É difícil fazer as pessoas entenderem o que é o jornalismo sério”, explicou.
Marcos José Zablonsky, por outro lado, falou de forma acadêmica sobre as atuações da imprensa e citou casos históricos que levam veículos a determinados posicionamentos: