Cerca de duas semanas após a disponibilização do serviço em aplicativos, a Prefeitura de Curitiba confirmou que vai regulamentar o transporte por mototáxi. O serviço é proibido na capital por força de lei, mas a administração municipal entende que decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) garantem a oferta do serviço para quem assim desejar. Desta forma, decreto deve garantir a circulação dos veículos, sem risco de multa, até a próxima sexta-feira (7).

Foto: SMCS

De acordo com o presidente da Urbs (Urbanização de Curitiba), Ogeny Pedro Maia Neto, é preciso adequar a legislação municipal ao entendimento pacificado do STF.

“Até o fim da semana, vamos lançar o decreto e as portarias que tornam o serviço regular. A regulamentação é necessária porque o serviço é muito arriscado. Temos muitos acidentes em Curitiba e isso vai aumentar. Desta forma, a fiscalização precisa ser intensa e os prestadores do serviço terão que preencher todos os requisitos”, explicou.

A lei que proíbe o serviço de mototáxi em Curitiba foi aprovada em 2016 pela Câmara Municipal. Segundo a legislação, a multa administrativa prevista é de R$ 1,7 mil. Em caso de reincidência, o valor da multa é aplicado em dobro

Procurada pela Banda B na semana passada, a 99 destacou a decisão do STF agora citada pela Urbs. “O Supremo Tribunal Federal decidiu, em 2019, pela impossibilidade de proibição, por se tratar de atividade legítima, exercida de livre iniciativa e autorizada pela Constituição”, disse.

Regulamentação

Para que o serviço passe a ser disponibilizado em Curitiba, uma série de requisitos serão colocados no decreto:

– EAR em carteira;

– Moto adaptada para o serviço, com mata cachorro e porta-fio, por exemplo;

– Capacete e balaclava individual para os passageiros;

– Placa vermelha.

Segundo o presidente da Urbs, Curitiba não previa fazer a liberação do serviço, mas vai fazer da melhor forma possível. “Como ela vem por força legal, vamos trabalhar no sentido de cuidar do passageiro e oferecer menor risco possível às pessoas”, concluiu.

Até que o decreto seja publicado, os veículos ainda correm risco de apreensão.

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