Este domingo, dia 5 de junho, será um dia de celebração para o pequeno paranaense Guilherme de Castro dos Santos, de 4 anos, e a família. A data marca um ano que o menino foi curado de uma leucemia, diagnosticada quando ele tinha dois anos de idade.

Foto: Arquivo pessoal.
Para comemorar, a família programa uma festa em forma de carreata: será a Carreata da Vitória, como o evento foi batizado.
Antes, o menino e a família passaram por dias de muita luta. Assim que a família de Guilherme recebeu a notícia sobre a doença, há dois anos, foi iniciado o tratamento e a corrida por um doador de medula óssea, para transplante. A mãe, Francieli Aparecida de Castro, conta que foram várias sessões de quimioterapia, que fizeram o menino perder os cabelos e o deixaram bastante debilitado.
“Ele ficou na fila do transplante. A gente tinha muito medo que não encontrasse pra ele o doador. Fizemos os exames, eu, meu marido e meus filhos. Meu marido, Graças a Deus foi 50% compatível com ele, isso ano passado”,
recorda Francieli.
O transplante para receber a medula doada pelo pai foi marcado. Às vésperas, no entanto, uma notícia ainda melhor chegou para a família de Guilherme, relata a mãe. “Na semana do transplante, ele precisou coletar novos exames e, do nada, Deus mandou um doador 100% compatível. A medula veio de fora do Brasil, da Alemanha. Fiquei sem palavras, coisa de Deus, foi inesperado”, celebra.
Guilherme foi submetido então a seis sessões de radioterapia e três de quimioterapia, de fortes níveis, antes da cirurgia que mudaria a vida dele e da família. O transplante aconteceu no dia 18 de maio de 2021.

Foto: Arquivo pessoal.
Em princípio, como conta a mãe, foi tudo bem. Passados alguns dias a família ainda passou por dias de bastante apreensão e ansiedade. Guilherme teve muita febre – termômetro chegava a marcar 40.1 graus – e outros sintomas, considerados normais pelos especialistas após esse tipo de procedimento, até que a medula “pegue”, como se diz quando o organismo aceita a medula óssea transplantada e o quadro da doença começa a ser revertido.
“Eles diziam que era normal, mas eu morria de medo, por tudo que a gente passou durante o tratamento, que fosse alguma coisa ruim”, diz Francieli. Até que, no dia 5 de junho de 2021, chegou a tão sonhada notícia: a medula pegou.
Uma emoção impossível de descrever em palavras, como recorda a mãe de Guilherme:
“É uma sensação muito boa que a gente sente. Não sei nem explicar o que a gente sente hoje.”
A Carreata da Vitória, neste domingo, terá início a partir das 14h. O ponto de partida será a Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, no Centro de Colombo. Pelas mídias sociais, a família convocou as pessoas para estarem junto com Guilherme neste primeiro aniversário da nova vida.