A Abrabar (Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas) é contra a execução do Carnaval em Curitiba, em 2022. O posicionamento da entidade, que representa o setor de bares e restaurantes no Paraná, foi apresentado à Banda B pelo presidente Fábio Aguayo, em entrevista nesta terça-feira (11). Para ele, “cinco dias de festas de Carnaval, não podem por em risco os outros 360 do ano”.

Abrabar/PR é contra Carnaval em 2022: 'errar uma vez é humano; duas  é burrice', diz presidente
Carnaval em Curitiba em foto de arquivo – Foto: Cesar Brustolin/SMCS

Para defender seu posicionamento, Aguayo relembrou as consequências vividas pela população nos últimos dois anos devido a permissão às datas festivas pelos municípios. O presidente da Abrabar cita as cidades de Salvador, Florianópolis e Balneário Camboriú, como alguns exemplos de locais em que o Carnaval já foi cancelado.

“É bom lembrar que o Carnaval não é feriado. Então, se muitas empresas fazerem cumprir que o Carnaval não é feriado e/ou não é ponto facultativo, que o funcionário tem cumprir estes dias com trabalho […] já faz uma diferença. E óbvio, o poder público […], os estados que atraem muitas pessoas no Carnaval, que tenham consideração com outros estados e revejam essa política. Deixem a festa para os estabelecimentos, que têm controle de pessoas, sanitários e preventivos”, afirmou.

Para Aguayo, o momento é de muito cuidado devido a alta de casos ativos na capital paranaense em decorrência da Covid-19, resultado da possível chegada da variante Ômicron, e também a variante do vírus Influenza H3N2, que tem preocupado as autoridades de saúde.

“Se deixar essas pessoas na rua […] sem controle, do mundo inteiro, vai virar um ‘Samba do Negacionismo’. Depois, quem vai pagar as contas é todo o setor econômico, que já está sofrendo agora. […] As festas de fim de ano deram uma amostra grátis do que pode acontecer se a gente não se preparar para o Carnaval. A gente tem dois exemplos de anos seguidos. Errar uma vez, é humano; errar duas vezes, é burrice. O ser humano não é burro e tem o direito de não errar novamente”, destacou.

Além das festas: bandeiras mais restritivas em Curitiba

Além da possível execução do Carnaval em Curitiba em 2022, o presidente da Abrabar comentou que não acredita que a capital volte a adotar medidas mais restritivas contra a Covid-19. Os altos índices de vacinação, segundo ele, será um fator decisivo para as realidades vividas nos últimos dois anos, não voltem a ocorrer.

“Curitiba é uma das cidades mais avançadas na gestão da vacina […]. Temos que aprender com os erros dos outros anos. As pessoas parecem que esqueceram dos protocolos básicos. Infelizmente, alguns estabelecimentos da nossa categoria também esqueceram e nós temos que reforçar isso […]. A gente confia muito na Prefeitura de Curitiba, que está fazendo este monitoramento, não acreditamos em restrições porque isto é coisa de cidade pequena, de prefeito que não sabe gerir uma crise como essa”, disse.

Para isso também ser evitado, o presidente da Abrabar ressalta a importância da população se conscientize sobre a importância da imunização e busque, cada vez mais, os postos de saúde para conter o avanço do vírus.

“Temos que estimular as pessoas que têm medo da vacina ou que negam a vacina, que agora o interesse não é mais individual, mas coletivo. Não podemos retornar as medidas de 2020 e 2021 porque alguns cidadãos não querem lutar junto com a maioria. Enquanto uma entidade de classe e representante de setor, nós temos que estimular as pessoas a tomar a vacina. A fazer a 2ª dose, a tomar a 1ª ou tomar a dose de reforço, que é o meu caso. Eu acredito que é a minha parte como cidadão conter isso”, finalizou à Banda B.

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