O vereador Jornalista Márcio Barros (PSD) propôs e o plenário da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) concordou, nesta quarta-feira (30), em enviar ao Executivo um pedido para que seja regulamentado pela prefeitura o uso de trios elétricos em eventos na cidade.

O parlamentar pede que a concessão do alvará temporário seja condicionada a um plano de mitigação dos impactos na região da atividade, “prevendo ações que permitam o bom convívio do evento e o seu entorno”.
O requerimento à prefeitura vem ao plenário duas semanas após a morte de Laurize Oliveira. A DJ estava em um trio elétrico, durante a 21ª Parada da Diversidade LGBTI de Curitiba, no último dia 15 de novembro, e caiu de uma altura de cinco metros.
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Testemunhas ouvidas no ato dizem que a fiação elétrica na esquina da rua Lysimaco Ferreira da Costa com a avenida Cândido de Abreu, no Centro Cívico, pode ter causado a tragédia.
“Temos uma sequência de acidentes registrados com trios elétricos. Tivemos um caso em 2018, quando 16 pessoas perderam a vida em Minas Gerais. Na campanha eleitoral, cinco caíram durante a campanha de um deputado federal e um ainda está em coma. Tivemos também a morte da DJ Laurize Oliveira durante a Parada da Diversidade. Temos que trabalhar com a prevenção, para não ter que lamentar depois que o pior acontecer”
argumentou Márcio Barros
Márcio Barros sugere que quatro fatores sejam considerados pela Prefeitura de Curitiba na liberação dos trios elétricos: as condições da via pública, do calçamento à fiação, passando pelo pavimento e pelos equipamentos públicos; as restrições físicas, para avaliar entradas e saídas de garagem, pontes, viadutos, proximidade de hospitais e muros longos que sejam obstáculos para rotas de fuga; as regras de zoneamento; e as características do evento, como a expectativa de público e o alcance da sonoridade.
“Na Marcha para Jesus, nenhum acidente aconteceu. Acredito que é mais falta de organização de quem organiza o evento do que [uma questão] para o poder público. As licenças são dadas [pela prefeitura] com muita dificuldade, por questões de segurança. Não pode ficar mais difícil fazer a Marcha para Jesus”
comentou Ezequias Barros (PMB)
Sobre a DJ
Laurize atuava como DJ há cerca de 20 anos. Ela tocava em boates e já apresentou em diversas cidades brasileiras. Ademais, tocou em outros países como França, Suíça e Chile. Declaradamente homossexual e militante da causa, ela se destacou tocando em festas LGBTQIAP+.
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