Dois dias após o ataque ao Distrito 1340, a Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) passou a recomendar o reforço no monitoramento e controle de clientes nos estabelecimentos de Curitiba. De acordo com o presidente da entidade, Fabio Aguayo, o pedido é válido especialmente para bares e casas noturnas que ofereçam entretenimento com música ao vivo ou mecânica e capacidade mínima de 100 pessoas.

Foto: Banda B

“Se você colocar na entrada do seu estabelecimento sua conduta de regras, isso já ajuda muito. Eu prefiro o direito positivo, se o estabelecimento quiser fazer a revista, faça. É melhor salvar uma vida, que lamentar depois”, disse.

O ataque aconteceu na madrugada do último sábado (21). O responsável, de 27 anos, foi preso em flagrante após ser contido pela segurança da casa. As imagens do monitoramento interno foram divulgadas nesta segunda-feira (24) e mostram o autor atacando os frequentadores de forma aparentemente aleatória. Mauri José Glus, de 50 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Aguayo lembra que Curitiba possui diversas leis para amparar a atuação dos empresários. Ele destaca a exigência de detector de metais para estabelecimentos com capacidade superior a 500 pessoas, a exigência de nome e CPF de clientes, bem como o controle de armas para que policiais não consumam bebidas alcoólicas.

Segundo a Abrabar, diversos julgados sobre a revista de clientes colocam o bom senso e a vida em primeiro lugar.

“Portanto, mesmo sem alerta de possível crime ou ato suspeito, são vários motivos técnicos e preventivos que o estabelecimento deve sempre abordar o cliente, seja cidadão comum ou de forças policiais que faz consumo de álcool portando arma de fogo. As abordagens devem ser padronizadas com cordialidade e respeito, inclusive com revista às bolsas das mulheres e mochilas de homens. Quando houver fundada suspeita, barrando e acautelando os pertences em área segura para o cidadão comum, já no caso de agentes de segurança, se for o caso em cofre com chave disponível aos agentes. prevenindo, assim, de provas para futuras ações ou evitar condenações judiciais”, concluiu Aguayo.

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