Pela segunda semana seguida, Curitiba voltou a ter uma taxa de transmissão superior a 1, o que mostra tendência de crescimento no número de casos da Covid-19. Com Rt 1,16 nesta quarta-feira (11), a capital paranaense já sente reflexo direto, por exemplo, no número de pacientes com a doença ativa na cidade. No dia 3 de agosto, eram 5.877 casos ativos. Uma semana depois, o número chegou a 6.227 nesta quarta-feira (10). E, com a chegada da variante delta, infectologistas já temem uma nova onda da doença.

O professor do curso de Medicina da Universidade Positivo, Marcelo Ducroquet, cita que infectologistas acompanham com apreensão o atual momento. “Apesar de semanas bem tranquilas, as notícias que temos é a de que a variante delta começa a ganhar força e predominar em algumas regiões do país. Temos uma nova demanda por leitos, discreta, mas ainda não sabemos ser é uma oscilação normal ou se de fato representa uma tendência de aumento”, explica.
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No Paraná, como um todo, a ocupação dos leitos de UTI está em 59%, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. A fila de espera por leito, porém, já aponta para uma alta. São 111 pacientes contra 56 no primeiro dia de agosto.
A capital, então, acompanha com preocupação o aumento de casos. A infectologista da Secretaria Municipal da Saúde, Marion Burger, confirma que o vírus está em “franca circulação” entre nós. “Provavelmente um dos motivos é a maior circulação das pessoas, uma vez que temos visto as aglomerações e as pessoas sem seguir o protocolo básico que continua valendo, como o uso da máscara em ambientes abertos e fechados. A redução nas medidas de transmissão não significa que não estamos em pandemia. Não é uma bandeira que deve nortear as pessoas, mas sim a circulação”, disse.
Bandeira
Na capital, apesar do aumento do número de casos, os internamentos e o número de mortes seguem em uma tendência de queda, reflexo do avanço na vacinação. A taxa de ocupação nos leitos de UTI em Curitiba está em 66%.
Assim, Marion acredita que Curitiba não deve mudar de cor de bandeira em um futuro breve. “Nós temos um sistema de saúde muito bem estruturado e, como os internamentos possuem um peso muito grande, talvez não mude. É o pensamento que precisa mudar de cor, a diferença no seu dia a dia é o que vai fazer a diferença”, concluiu.
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