Por 14 dias, Curitiba, região metropolitana e outras seis regiões do Paraná terão severas restrições no comércio e nos serviços para tentar frear a rápida propagação do novo coronavírus. A medida é válida a partir desta quarta-feira (1) e foi anunciada pelo governador Ratinho Junior. Apesar de negar o ‘lockdown’, a medida se aproxima muito a ele, já que apenas serviços essenciais poderão funcionar.

Foto: SMCS

Segundo a lista divulgada pelo líder do governo na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), deputado Hussein Bakri, ficam restringidas as atividades econômicas não essenciais, como shoppings, galerias, comércio de rua, feiras, salões de beleza, academias, bares e casas noturnas.

Outro ponto que chama a atenção é o funcionamento dos mercados, que ficará restrito de segunda a sábado, das 7h às 21h, com fluxo limitado a 30% da capacidade total. Todos os estabelecimentos terão que controlar o movimento com a distribuição de senhas. O acesso ainda será limitado a uma pessoa da família e está proibida a entrada de menores de 12 anos.

Além da região de Curitiba, são afetadas pelo decreto as regiões de Cascavel, Londrina, Foz do Iguaçu, Toledo, Cornélio Procópio e Cianorte. As medidas vão impactar quase 6,3 milhões de pessoas, em 134 cidades do Paraná.

O Governo do Paraná evita falar em ‘lockdown’ e admite que essa ainda é uma possibilidade. “Existe possibilidade de lockdown? Existe, mas é a medida mais enérgica que poderíamos tomar e estamos contando com o apoio da população para evitar”, disse Ratinho Junior.

Transporte Coletivo e mais

O transporte público poderá atender somente os funcionários dos serviços considerados essenciais, e os veículos só poderão circular conforme a quantidade de assentos.

Fica ainda suspenso o funcionamento de serviços de conveniência em postos de combustíveis, com exceção das rodovias.

– Restaurantes e lanchonetes poderão atender somente no sistema drive-thru, delivery ou take away (retirada no balcão).

– Reuniões profissionais ou pessoais devem ser realizadas virtualmente e, quando necessário, com no máximo 5 cinco pessoas e afastamento de 2 metros entre si.

– A abertura de parques, praças e demais áreas coletivas ao ar livre fica a critério de cada prefeitura.

– A fiscalização será realizada pela Polícia Militar em parceria com as Guardas Municipais, sob pena de multa em caso de descumprimento.

– Também serão suspensas as cirurgias eletivas diante da escassez de medicamentos anestésicos e relaxantes musculares.

*ERRATA: Ao contrário do que a Banda B havia informado anteriormente, não há previsão de toque de recolher nas sete regiões.