Nesta sexta-feira (15), por iniciativa dos vereadores Sargento Tânia Guerreiro (PSL) e Nori Seto (PP), a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) realizou uma audiência pública para discutir o impacto da pandemia na saúde mental de crianças e adolescentes.

Durante a audiência pública, Sandra Mara Piotto, coordenadora de Equidade, Famílias e Rede de Proteção da Secretaria Municipal da Educação (SME), apresentou um balanço da situação nas escolas administradas pela Prefeitura de Curitiba. “Até ontem, tivemos 226 famílias com perda direta do pai ou da mãe de alguma criança. O que nos dá 235 crianças matriculadas na rede municipal de ensino que tiveram o processo de luto recente decorrente da covid-19”, afirmou a gestora.
Sandra Piotto explicou que a Prefeitura de Curitiba criou um projeto de acolhimento aos órfãos da covid-19, que vai da identificação do reposicionamento das crianças na família estendida a informar os responsáveis dos seus direitos, desde a guarda até as questões de pensão, buscando a reorganização familiar. “Fizemos as mediações para que a família estivesse amparada em todos os aspectos”, garantiu. Ela informou que a participação era voluntária, com 30% das famílias ingressando no programa.
“O número de crianças que perderam familiares durante a pandemia nos tocou e os profissionais da Educação elaboraram um programa de acolhimento a essas famílias, que foram convidadas a participar. Muitas vezes quem veio a óbito é quem cuidava, quem orientava as crianças nos estudos. E com dor você não aprende”, ratificou a secretária municipal da Educação, Maria Sílvia Bacila. A exposição dos dados da SME foi um dos aspectos abordados na audiência pública, que fez um mosaico dos problemas relacionados à saúde mental das crianças e adolescentes na pandemia.
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