Uma suposta organização criminosa que seria responsável por invasão de imóveis, parcelamento irregular do solo, destruição de área de preservação ambiental e outros crimes foi alvo de uma ação conjunta do Ministério Público do Paraná e a Polícia Militar em Pontal do Paraná, no litoral do estado. A operação, realizada nesta quinta-feira (13), foi finalizada com a prisão de seis pessoas suspeitas de participaram da comercialização de lotes em área invadida. As investigações foram realizadas pelo Ministério Público.

Foto: divulgação

A operação, batizada de Curupira, também cumpriu 16 mandados de busca e apreensão. Conforme as informações repassada pelo Ministério Público, o grupo criminoso estaria atuando há meses na cidade, com a comercialização de lotes em área invadida. O local pertence ao bioma Mata Atlântica e há indícios de que os investigados fazem uso de armas e munição. Os suspeitos teriam desmatado diversos trechos de floresta, além de terem instalados pontos irregulares de água e energia elétrica.

O promotor de Justiça Edson Ricardo Scolari Filho detalhou o que será feito com o material apreendido.

“Os próximos passos das investigações são as análises dos interrogatórios dos investigados e análise dos objetos apreendidos, como, por exemplo, moto serra e armas de fogo para fins de corretos enquadramento das condutas criminosas e oferecimento de denúncias nos próximos dias”, explicou

Por fato similar, relacionado a loteamento clandestino no bairro Pontal do Sul, a Promotoria de Justiça apresentou na última semana 49 denúncias criminais, contra 49 pessoas. O Ministério Público sustenta que todos são responsáveis pela invasão e parcelamento de lotes de um imóvel público, pertencente ao Município. O local está em área de preservação ambiental e foi ocupado em novembro de 2020.

O Ministério Público busca a condenação dos réus por vários crimes, segundo o promotor.

“Tivemos elementos suficientes para a comprovação de crimes de invasão de imóvel público, degradação do bioma Mata Atlântica, associação criminosa entre outros”, elencou.

Somadas, as penas em caso de condenação podem chegar a 26 anos de prisão.

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