A ceia de Natal está mais cara neste ano de 2021. A maioria dos produtos tradicionais da mesa dos consumidores nas festas aumentou de preços, de acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Ceia de Natal fica mais cara em 2021; veja alguns preços e como economizar
O panetone está entre os produtos mais inflacionados entre os itens de Natal.
Imagem Ilustrativa: Pixabay.

O produto que mais encareceu foi o filé mignon, que registrou aumento de 30,78% na comparação com 2020. Em seguida aparecem o peru (23,83%), azeitona verde (23,76%), panetone (21,81%) e bacalhau (21,27%) entre os mais afetados pela inflação.

Com alguns outros produtos tradicionais o impacto foi menor: suco de laranja (0,30%), vinho tinto (1,64%) e morango (3,07%). E alguns itens tiveram redução, apesar da alta generalizada de preços. É o caso do pêssego (-6,81%) e de cortes de carne suína, com destaque para o lombo de porco, com uma queda de 7,7% em relação aos preços do Natal passado.

Pesquisa para economizar nas compras de Natal

Os preços da ceia de Natal variam muito e, especialmente neste período, o lema é pesquisar para economizar. Diferentemente de anos atrás, já é de algum tempo que a tecnologia permite fazer uma pesquisa prévia de comparação de preços, antes mesmo de sair de casa para encarar as compras no supermercado.

A facilidade é possível tanto por meio de buscas simples nos próprios estabelecimentos de forma online, como de aplicativos específicos, que auxiliam os consumidores nesta comparação de valores.

Os consumidores do Paraná podem comparar os preços dos itens natalinos – assim como quaisquer outros – por meio do aplicativo Menor Preço – Nota Paraná, desenvolvido pela Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) e pela Secretaria da Fazenda. Toda semana, mais de 10 milhões de valores são atualizados. 

Ele indica o valor do produto comercializado pelo menor preço do estabelecimento, com base nas notas fiscais emitidas nos comércios, seja para ceia de Natal ou não. E não somente alimentos, como explica Marta Gambini, coordenadora do Nota Paraná.

“Quem quer economizar e comprar pelo menor preço basta acessar. Ele mostra preços de notebook, eletrodomésticos, gasolina, produtos para casa, arroz, feijão, café, açúcar. É bem dinâmico o aplicativo.”

Segundo Marta, é possível constatar inclusive o aumentos preços nos últimos meses, quando comparados a períodos anteriores. “Com certeza subiram os preços. Isso é possível constatar no histórico do aplicativo. Ele mostra todo histórico de preços dos últimos 12 meses”, orienta a coordenadora.

Ela aproveita para lembrar que o aplicativo ajuda o consumidor na organização das compras de Natal, com a criação de listas, por exemplo.

“Aí você consegue colocar todos os produtos e o aplicativo vai mostrar qual supermercado você vai conseguir adquirir todos os seus produtos pelo menor preço.”

Ceia de Natal fica mais cara em 2021; veja alguns preços e como economizar
Foto: Arquivo Banda B.

A reportagem da Banda B buscou alguns itens bastante procurados nesta época de festas de fim de ano e comparou os preços em estabelecimento de Curitiba, como do chester, por exemplo. A ave foi encontrada desde R$ 13,79 a R$ 63,94. Vale lembrar que os valores dos produtos podem variar conforme pesos e marcas.

Confira outros preços de itens da ceia de Natal em Curitiba

Bacalhau: é possível encontrar o peixe por R$ 7,99. A nota emitida mais barata é de R$ 26,49 e a mais cara é de R$ 59,90;

Frango inteiro: a ave foi encontrada por R$ 7,49 (Bairro Alto), R$ 19,71 (Portão) e R$ 45,44 (Bigorrilho);

Tender: os preços não variam muito, sendo a menor nota emitida no valor de R$ 34,90 e a maior de R$ 37,90;

Picanha: a nota mais barata é de R$ 38,90 (Atuba) o quilo e a mais cara é de R$ 56,98;

Damasco: 100 gramas de Damasco Jandira está R$ 6,99 no Tarumã e passa de R$ 120 o importado;

Uva verde: a fruta custa R$ 1,70, o valor mais barato, em um comércio do São Braz. No mesmo bairro, a mais cara sai por R$ 13,99;

Ameixa: a fruta é vendida por R$ 2,67, no Batel, enquanto o maior valor é de R$ 15,99.

Maçã: o quilo mais em conta da fruta é de R$ 2,97 em alguns supermercados da capital; o mais caro chega a R$ 3,99.

Panetone: o mais barato é encontrado em um hipermercado do bairro Campina do Siqueira pelo preço de R$ 3,79; o mais caro está no Pilarzinho, sai por R$ 20,90.

Denúncias sobre preços abusivos dos itens

Em caso de verificação de preços abusivos, é possível denunciar por meio do site do Procon-PR. Basta clicar no banner disponível na home do site, preencher os dados do comércio e cadastrar fotos dos preços abusivos.

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