O presidente e sócio-fundador do Centro Universitário Internacional – Uninter e ex-deputado federal Wilson Picler (Patriota) confirmou que avalia a possibilidade de se lançar candidato ao Senado pelo Paraná nas Eleições 2022. A afirmação foi feita durante entrevista ao vivo para a jornalista Denise Mello, na Rádio Banda B, na manhã desta quinta-feira (9).

Foto: Banda B.
“Tenho sido procurado para o Senado por diferentes partidos políticos, porque enxergaram que esse perfil meu é um perfil que o público está procurando. Então, a gente põe nosso nome à discussão para ver se isto dá certo”,
disse Picler.
Segundo o ex-deputado, a decisão passa não somente pelos ideias e a defesa de um projeto político, mas por toda a história empresarial construída na área da educação com a Uninter. Posicionada entre as melhores e maiores instituições de ensino superior do país, segundo o Ministério da Educação (MEC), a instituição tem 25 anos de atuação, com 505 mil alunos formados e mais de 380 mil estudantes ativos, em cerca de 700 polos presenciais no Brasil e no exterior.
“Se eu fizer alguma coisa errada, estou pondo o que é mais sagrado – que é uma coisa construída, que é a Uninter, muito prestigiada – estou pondo em jogo muita coisa, inclusive o diploma desses alunos”, destacou Picler. Segundo o empresário, ninguém pode ser candidato de si mesmo. “A gente é candidato de um contexto, de um sistema de poder, de ideias que estão sendo apresentadas à população, que é muito mais amplo.”
Amparado pelo próprio instituto de pesquisa
Caso seja candidato, Picler deve se lançar em outro partido, que não o Patriotas. Ele diz que estuda atentamente qual seria o melhor grupo para se unir. Ele tem como respaldo o próprio instituto de pesquisa, o DataVeritas – popularmente conhecido como Data Picler, como ele mesmo diz – no qual tem total confiança.
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Segundo o professor, o DataVeritas foi o único que apontou reais chances do então candidato à prefeitura de Curitiba Gustavo Fruet ser eleito.
“Todos os outros institutos Gustavo com 9 e alguns até 12 pontos abaixo do Luciano Ducci. Nosso instituto apontou que ele estava 3 pontos atrás e a boca do jacaré estava fechando bem lentamente. Falei: ‘eu acredito na nossa pesquisa. Se é só 3%, vamos surpreender o adversário de última hora e ganhar essa eleição. Dito e feito.”
Inclusive nesta quinta o DataVeritas divulga a pesquisa mais recente. O ex-deputado adiantou para a Banda B que, até esta quarta-feira (8), o senador Ávaro Dias estava com 51% das intenções de votos para a reeleição ao Senado, e que o governador do Paraná Carlos Massa Ratinho Júnior aparace com 48%.
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Alianças de Ratinho Jr
Para Picler, o atual governador está muito próximo de vencer no primeiro turno. Para isso, no entanto, precisaria fazer alianças inteligentes, diz ele. O professor destaca de um lado o grupo de Álvaro Dias, que é candidato ao Senado, com Sérgio Moro para a presidência da República, no estado da Lava Jato, com muita força popular no estado.
“O povo nunca teve um candidato à presidência da República com chances reais de ir pra um segundo turno, de disputar um pleito com condições. Isso pode comover o povo paranaense”, afirmou.
Por outro lado, diz ele, está o presidente Bolsonaro, forte no agronegócio, segmento de extrema importância para a economia do Paraná.
“Então o governador está obviamente neste momento em cima de pesquisas e ele precisa se cuidar com a precisão delas. Eu vou dar pra ele uma pesquisa de presente, um DataPicler, com compromisso de que não mexi. Já soube essa semana que teve uma pesquisa que apresentou o Álvaro Dias com 20 pontos abaixo do que estamos aferindo nesse momento.”
Corrida presidencial
Sobre a corrida à presidência, a pesquisa de Picler aponta Bolsonaro com 38%, Lula 25% e Moro 18%, com destaque maior para o ex-juiz. “Sérgio Moro vai crescendo todo dia. À medida que o povo vai descobrindo que ele é candidato, vão fazendo suas reflexões. Os formadores de opinião vão se expressando e o povo vai se acomodando. Acredito que ele despontou na terceira via de uma forma que os outros não vão alcançar”, avalia Picler.
O possível candidato ao Senado acredita que as intenções estarão realmente melhor definidas a partir do início dos debates entre os presidenciáveis. “Vai haver uma reacomodação”, afirma ele. “Sérgio Moro é novo, está surgindo agora e ele tem crescido lentamente. O presidente [Bolsonaro] está na presidência, inclusive se elegeu falando que não iria mais ter reeleição, mas vai ter. E o outro lado [Lula] já se conhece. Então vai ser um debate muito bonito.”
Picler acredita que, de qualquer modo, será uma disputa muito interessante.
“Se for Moro versus Lula no segundo turno, será como se o Lula tivesse ido a júri popular. Os juízes de instância inferior tiveram um entendimento e o réu era culpado. O Supremo Tribunal Federal achou falhas no processo, não quer dizer que não seja culpado, e invalidou o julgamento. Então, nada mais natural que ir a júri popular e deixar o povo decidir. A outra possibilidade é o Moro enfrentar o Bolsonaro, que já é um debate de outra natureza. É a volta da Lava Jato ou a continuidade, que é indicar ministros pro STF, que é um modelo que tá bom então vamos continuar com ele. E se for Bolsonaro e Lula, é o comunismo contra o capitalismo, que também é uma narrativa.”
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