“É uma situação difícil”, já avisa nesta terça-feira (16) o meteorologista do Simepar, Lizandro Jacóbsen sobre a possibilidade dos curitibanos observarem o eclipse lunar parcial mais longo do século, previsto para a madrugada da próxima sexta-feira (19). Enquanto uns duram alguns minutos ou até uma hora, o eclipse vai durar mais de duas horas no Brasil, segundo informações da Nasa.
Mas em Curitiba e no Paraná a possibilidade de uma frente fria avançar pelo estado até fim da semana deve impedir a observação do fenômeno pela região.
“É uma situação difícil ser vista no Paraná porque há a condição de uma formação de uma frente fria na quinta-feira, que deixa o tempo instável e chuvoso. Então dificilmente a gente vai ter condições de observar o fenômeno por completo”, explicou o meteorologista do Simepar, à Banda B.
Segundo Jacóbsen, em alguns momentos pode ficar mais fácil observar o eclipse lunar nas regiões oeste e sudoeste do Paraná, onde o tempo tem a previsão de estar mais aberto. Mas na capital e no litoral o céu mais encoberto.
“Aqui na capital a gente sofre muito a influência da Serra do Mar, umidade que vem do oceano se transforma bastante em nuvem. E durante a noite aumenta muito a nebulosidade da região”, lembra.
Horário do eclipse lunar desta sexta-feira (19)
De acordo com dados da plataforma “Time and Date”, o eclipse parcial poderá ser visto em Curitiba a partir das 03h02, com eclipse máximo por volta das 5h21, somando 2 horas, 21 minutos e 28 segundos, se o tempo colaborar. A previsão, segundo o Climatempo e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), para a capital paranaense, por enquanto, é de tempo encoberto com possibilidade de chuva, mas até lá tudo pode mudar.
Quando os eclipses lunares ocorrem
Os eclipses lunares ocorrem quando a Lua, o Sol e a Terra se alinham, bloqueando os raios solares que costumam chegar à superfície do satélite natural do planeta. Isso gera uma sombra que encobre a Lua. Na madrugada do dia 19, de acordo com a Nasa, a sombra terrestre esconderá 97% da Lua Cheia, por isso o fenômeno é chamado de “eclipse parcial”.
É possível também que o satélite natural fique vermelho, fenômeno conhecido como “Lua de Sangue”. A tonalidade do vermelho dependerá da poluição, das
nuvens e detritos na atmosfera da Terra.
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