O Ministério da Saúde decidiu retomar nesta quarta-feira, (22), a orientação para a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades contra a covid-19. Apenas a vacina da Pfizer está autorizada para essa faixa etária.

Na semana passada, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, decidiu limitar a vacina para esse grupo alegando “eventos adversos a serem investigados” e falta de evidências científicas consolidadas sobre o benefício da imunização para os jovens.
Durante coletiva na noite desta quarta, o secretário-executivo da pasta, Otávio Moreira Cruz, disse que a suspensão era uma “medida cautelar” e acrescentou que “os benefícios da vacinação são maiores que os eventuais riscos de efeito adversos”.
O anúncio ocorre após um comitê formado por representantes do ministério, da Anvisa e da Fiocruz confirmar que a morte de uma jovem de 16 anos de São Bernardo do Campo não está relacionada com a vacinação contra o coronavírus.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski já havia decidido que Estados e municípios têm autonomia para prosseguir com a vacinação de adolescentes sem comorbidades, mesmo contrariando o Ministério da Saúde.
Para o magistrado, a competência concorrente entre os entes federativos permite que governadores e prefeitos, em situações excepcionais, ajustem o Programa Nacional de Imunizações às suas realidades locais, desde que as motivações estejam amparadas em evidências científicas.
Sesa defende vacinação de adolescentes
O anúncio do Ministério da Saúde na noite desta quarta-feira (22), incluindo a vacinação dos adolescentes sem comorbidades no Programa Nacional de Imunizações (PNI), reafirma que o posicionamento do Paraná está correto.
A Secretaria de Estado da Saúde ressalta que defende de maneira irrestrita a vacinação da população, especialmente de todos os adolescentes. Neste sentido, a comitiva designada pelo secretário Beto Preto continua a agenda em Brasília nesta quinta-feira (23) para dialogar de forma respeitosa com o Governo Federal e acelerar o processo de intermediação da vacinação com a garantia de doses para a continuidade efetiva da campanha, além de implementar esforços para a diminuição do intervalo entre a doses (D1 e D2), além das doses de reforço
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